ARLINDO PORTO QUER QUE SENADO REAVALIE PRIVATIZAÇÃO DO SETOR EL[ÉTRICO
Da Redação | 13/05/1999, 00h00
O Senado deve paralisar o processo de desestatização do setor elétrico e reavaliar posições, em razão das apreensões que isso tem suscitado na sociedade, defendeu nesta quinta-feira (dia 13) o senador Arlindo Porto (PTB-MG). Ele argumentou que se no Estados Unidos 95% das hidrelétricas são controladas pelo Estado, por que o Brasil quer cindir Furnas para privatizá-la?- No mundo todo, o modelo é o do agigantamento de empresas para ganho de escala. Então por que não preservar Furnas e até avaliar sua fusão com outras empresas? Será que somente Furnas e as empresas de energia brasileiras devem seguir o modelo de cisões, que são o oposto do que ocorre no resto do mundo? - questionou o parlamentar.Ante o entendimento governamental de que, dividida, Furnas será vendida mais rapidamente, Arlindo Porto duvidou de que isso seja uma boa estratégia de desenvolvimento para o Brasil. No seu entender, se o modelo de Estado que a sociedade deseja é o que repassa atividades produtivas para a iniciativa privada, por que não se desestatiza o setor elétrico via pulverização das ações?Em sua opinião, se parte dessas ações fossem reservadas para os funcionários, a pulverização seria inclusive uma forma de reduzir o passivo atuarial que a empresa tem com o fundo de pensão dos seus funcionários. Ele informou que no modelo de cisão em estudo esse passivo fica quase integralmente com o Estado.Sustentando ser inteiramente contra a cisão e privatização da empresa, Arlindo Porto pediu que o Senado não se omita nessa questão. "O Senado não pode abdicar de chamar a si a discussão desse problema, de caráter nacional e que afeta profundamente os interesses federativos, tema que tem nesta Casa seu fórum máximo", alegou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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