ACM DESTACA CONSENSO EM DECISÃO DA CPI
Da Redação | 11/05/1999, 00h00
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, destacou a unanimidade da decisão tomada nesta terça-feira (dia 11) pela CPI do Sistema Financeiro, sobre a convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, apesar das diferenças de opinião expressas antes da reunião:- Houve uma evolução, e todos ficaram na mesma posição, de jogar para adiante, e só fazer a convocação se houver consenso e motivação. Nisso todos os partidos foram favoráveis. Todos foram a favor da decisão, inclusive Saturnino e Suplicy - esclareceu.O senador disse que, com o depoimento de Demósthenes Madureira de Pinho Neto, ex-diretor da Área Externa do Banco Central, "ficou claro que, se não foi o Cláudio Mauch quem fez o levantamento, devia ter sido, porque é da área de fiscalização e não da área do câmbio que ele tinha controle."No início da tarde, antes da reunião da comissão, Antonio Carlos havia reafirmado que era contra a tomada do depoimento de Malan, salientando que "não é o momento dele vir, na medida que se duvida da palavra de um ministro que nunca mentiu à Nação".- Este não é o momento de desconfiar. O ministro estará pronto a vir a qualquer hora, mas neste momento é nosso dever não convocá-lo - afirmou.O senador considerou que o encerramento da CPI seria uma ocasião mais adequada: "No fim dos trabalhos ele poderá vir, ou o Armínio Fraga. Enfim, o governo prestará as informações que tem a obrigação de prestar", assegurou.Antonio Carlos acredita que insistir na convocação "é duvidar da palavra de um ministro que nunca faltou com a palavra", e uma demonstração de desconfiança do Congresso.- É uma desconfiança que não tem motivo. A sua palavra é o suficiente. Eu tenho visto que é - concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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