ACM CONFESSA "SONHO" DE CRIAR A BIBLIOTECA DO CONGRESSO
Da Redação | 07/04/1999, 00h00
Ao presidir na manhã desta quarta-feira (dia 7) a solenidade de reabertura da Biblioteca do Senado, o presidente da Casa, senador Antonio Carlos Magalhães, elogiou a qualidade do acervo e o trabalho que ali se desenvolve, juntamente com a dedicação dos servidores do órgão, e confessou um "sonho": unir as bibliotecas do Senado e da Câmara dos Deputados para criar a Biblioteca do Congresso Nacional Brasileiro.A biblioteca do Senado Federal, batizada como Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, tem suas origens em 18 de maio de 1826, quando a Câmara dos Senadores do Império do Brasil acolheu proposta do Visconde de Cairu e decidiu criar uma comissão para elaborar o "Catálogo de Livros" que iria compor o acervo inicial da "Livraria do Senado".Daquela época até o momento em que, modernizada e ampliada, a biblioteca foi oficialmente reaberta - em solenidade que contou com a presença de inúmeros parlamentares, do acadêmico Marcus Vilaça, do Tribunal de Contas da União (TCU), e do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro -, ao longo desses quase 173 anos, portanto, muita coisa aconteceu, como destacou sua diretora, Simone Bastos Vieira.Em dois pronunciamentos retrospectivos, o diretor-geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, e a diretora da biblioteca destacaram o acervo, que inclui 160 mil títulos de livros, 3.600 títulos de periódicos (400 mil fascículos), 4 mil obras raras, 2 milhões de recortes de jornais e uma biblioteca digital com aproximadamente 500 títulos de periódicos, além de mais de 100 títulos de livros eletrônicos (CD-rom e disquete) e acesso à Internet.A nova biblioteca do Senado oferece, em quase 3.250 metros quadrados, sala privativa para os senadores, sala privativa para advocacia, consultoria, assessorias e diretorias, pequeno auditório (50 lugares) e a biblioteca digital. A partir de sua modernização, ela conseguiu ampliar em 80% os assentos no salão de leitura, em 30% as estantes fixas para livros e periódicos, em 70% as estantes deslizantes e automáticas para jornais e dobrou a capacidade de estantes deslizantes para coleções especiais.Ao saudar a reabertura da biblioteca, o senador Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB), primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, discorreu rapidamente sobre os grandes números e a qualidade do acervo para, em seguida, atender a pedido da diretora do órgão e tentar, com sua experiência literária, uma frase-síntese para a trajetória daquela instituição:- A trajetória da Biblioteca do Senado é uma história para muitos livros.Ao encerrar a solenidade, o senador Antonio Carlos Magalhães registrou com satisfação as contribuições que baianos como o Visconde de Cairu, Manoel Vitorino Pereira e Luiz Viana deram à evolução da instituição, prometeu continuar apoiando o trabalho do órgão e destacou a qualidade dos serviços desenvolvidos pelo Senado e por seus servidores.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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