ROBERTO SATURNINO DEFENDE CENTRALIZAÇÃO DO CÂMBIO
Da Redação | 30/03/1999, 00h00
O senador Roberto Saturnino (PSB-RJ) afirmou nesta terça-feira (dia 30) que, ao contrário do que tem sido afirmado pela mídia e por parlamentares da base de sustentação do governo, a oposição oferece alternativas concretas e propostas objetivas e viáveis em matéria de política econômica. Neste sentido, o primeiro ponto que ele defendeu foi a centralização e o controle do câmbio.- Primeiro, a oposição quer a centralização e o controle do câmbio. Depois, a redução substancial e drástica da taxa de juros. O terceiro item que defendemos é uma reforma tributária eficaz que alivie a carga incidente sobre a produção e que faça os ricos do país pagarem mais imposto - enumerou Roberto Saturnino.O senador pelo Rio de Janeiro acrescentou que, além destes três pontos, a oposição também tem como propostas buscar a justiça social com reforma agrária, distribuição de renda, investimentos sociais, emprego e salário justo, e uma política efetiva de fomento, promoção, financiamento e formação profissional e educacional que beneficie o micro-empresário.Roberto Saturnino explicou que todas as sugestões apresentadas por ele são diretrizes já divulgadas antecipadamente em pronunciamentos feitos por parlamentares da oposição ou em documentos da campanha do candidato da esquerda à presidência da República, Luís Inácio Lula da Silva. Ele acrescentou que as propostas são diretrizes, e que o desdobramento delas seria feito no poder, de posse das informações do dia-a-dia do governo.- Quando apresentamos nossas propostas, escutamos a contestação dos céticos, argumentando que isso é voluntarismo e populismo, que todos querem justiça social, mas ela é inviável porque as condições não permitem. Realmente a política seguida pelo governo não permite melhoria nesta área, mas estabelecendo as propostas que nós trazemos, criam-se as possibilidades para avanços sociais - explicou Na opinião de Roberto Saturnino, o governo rejeita o controle do câmbio porque o mercado e o Fundo Monetário Internacional "abominam" esta alternativa. Ele citou a Malásia como exemplo de um país que adotou com sucesso esta prática. Para o senador, o Brasil está emaranhado na teia dos interesses especulativos e não sabe mais viver sem a injeção da "droga financeira" (forma como o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, tratou o capital especulativo).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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