ÁLVARO DIAS PROPÕE MAIS ATENDIMENTO DO SETOR AGRÍCOLA
Da Redação | 29/03/1999, 00h00
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) conclamou o governo a atender melhor o setor agroindustrial do país, como meio de fixar o homem no campo, combatendo o desemprego e reduzindo a pressão social sobre os grandes centros urbanos. "A agricultura representa uma "âncora verde" especialmente num país de vocação agrícola como é o Brasil. Não há setor que gere mais emprego com investimento tão modesto", afirmou.Para Álvaro Dias, o BNDES, com seus US$ 16 bilhões para emprestar e investir por ano, precisa se direcionar mais para o complexo agroindustrial, que compreende insumos, máquinas, agropecuária, indústria e distribuição. "Entre 1990 e 1995, os desembolsos cresceram de US$ 1,23 bilhão para US$ 2,75 bilhões, mas em 1996, cairam para US$ 2,3 bilhões. Em 1997, voltaram a crescer para US$ 3,8 bilhões, correspondentes a 23% dos recursos liberados pelo sistema BNDES. Mas, em 1998, esses recursos caíram para US$ 3,3 bilhões, correspondentes a 20% do total."No conceito restrito de agroindústria - incluindo apenas os ramos de agropecuária, alimentos, bebidas e fumo - a queda foi ainda maior, com os desembolsos de 1998 voltando quase ao nível de 1990, afirmou o senador pelo Paraná, conclamando o governo a rever a política do BNDES em relação ao setor, zelando para que os empréstimos retornem aos patamares anteriores.Álvaro Dias defendeu uma política diferenciada de juros para as micro e pequenas empresas agroindustriais, a exemplo do que ocorre na agricultura. "Nenhum país moderno se tornou civilizado, próspero, democrático e socialmente justo sem proteção a esse setor econômico. No Brasil, as micro e pequenas empresas têm sido vítimas do poder econômico dos grandes conglomerados, acobertados por uma legislação que consagra privilégios para cartéis e oligopólios."Segundo o senador, esse segmento está sofrendo o peso do ajuste econômico que recaiu, quase por inteiro, sobre ele. "Por isso merece medidas que permitam que seus pequenos negócios agrícolas prosperem, para sair da informalidade, ganhando condições de competir no mundo globalizado. Com apoio do governo, o setor reúne condições de fixar o homem no campo, gerando empregos e renda e aliviando os serviços públicos esgotados nos grandes centros urbanos", concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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