ADEMIR ANDRADE APONTA DISTORÇÕES NA REESTRUTURAÇÃO NO INSS
Da Redação | 22/03/1999, 00h00
O senador Ademir Andrade (PSB-PA) afirmou nesta segunda-feira (dia 22) que a reestruturação do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), proposta pelo governo, resultará no agravamento do já precário atendimento ao cidadão brasileiro. "Definitivamente, não é essa a Previdência com que sonham os 18 milhões de beneficiários, nem sequer os 30 milhões de contribuintes que garantem a sobrevivência do sistema", observou.Para Ademir, "saltam aos olhos" distorções como a extinção de 14 superintendências estaduais, que serão reduzidas à condição de gerências executivas, entre elas a do Pará. "Ela ficará subordinada à Superintendência do Estado do Amazonas, juntamente com as gerências dos estados de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima, muito embora o Pará, sozinho, supere os demais estados da região, somados, em número de beneficiários e em valores destinados a esses benefícios. Faz sentido?", perguntou.O senador pelo Pará lembrou que seu estado possui 143 municípios, enquanto os demais estados da Região Norte, somados, têm 167. "No Pará existem 382 mil beneficiários do INSS, superando facilmente os 293 mil que representam a soma dos demais estados; a folha mensal dos benefícios no Pará é de R$ 67 milhões, enquanto nos demais cinco estados a folha fica em torno de R$ 50 milhões", enfatizou.Ao finalizar, Ademir Andrade afirmou que a reestruturação do INSS, proposta em nome de uma racionalização administrativa, precisa ser revista. "Sob pretexto de reduzir custos, suspeita-se que também esse objetivo lhe fuja ao alcance: a adoção da nova estrutura promoveria apenas um remanejamento de cargos, sacrificando a parcela de servidores que atendem ao público e engordando a estrutura dos escalões superiores."
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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