TEBET PEDE DEFESA INTRANSIGENTE DO BB, CEF E PETROBRAS
Da Redação | 19/03/1999, 00h00
O senador Ramez Tebet (PMDB-MS) conclamou o governo nesta sexta-feira (dia 19) a acabar com os boatos e pressões para a privatização do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras com uma declaração firme de que essas estatais são inegociáveis. "Não existe uma negação peremptória, o que vejo são declarações um tanto dúbias de integrantes da equipe econômica sobre "estudos e consultoria" de um possível desmembramento e venda dessas estatais."Para Tebet, essas estatais representam um patrimônio da pátria brasileira. "Quando se fala em fechar ou vender órgãos ou estatais não se pode pensar, apenas, em termos monetários ou financeiros. É preciso dimensionar sua importância em função dos serviços prestados ao cidadão, em termos de cidadania. Gostaria que o presidente Fernando Henrique Cardoso passasse à história como o dirigente que não vendeu essas três estatais estratégicas."Em aparte, o senador José Fogaça (PMDB-RS) disse não acreditar que o presidente queira vender essas estatais, mas reconheceu haver muita pressão de grupos privados e estrangeiros nessa direção. "Para garantir que não haja essa venda, é preciso que o governo crie condições de saúde e rigidez financeira nessas empresas. O BB, por exemplo, há muito é a "Casa da Mãe Joana". Lá estão R$ 4 bilhões de títulos financeiros podres da Prefeitura de São Paulo. O Senado pode dar sua contribuição, impedindo esse endividamento sem controle."Também em aparte, o senador Edison Lobão (PFL-MA) comparou o BB aos demais símbolos da Pátria, como o hino e a bandeira. Para Amir Lando (PMDB-RO) o governo não pode privatizar o BB, a CEF e a Petrobras porque "tudo está sendo vendido e os problemas continuam". Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO) conclamou Fernando Henrique Cardoso a determinar um posicionamento claro da equipe econômica contra essa privatização. "Estou firme nessa posição, até contrariando diretriz de meu partido", disse.O senador Luiz Estevão (PMDB-DF) lembrou que os partidários da privatização argumentam ser baixa a produtividade das estatais. "Isso é uma falácia porque não se analisa o papel social dessas instituições. Quanto vale distribuir cidadania?", perguntou. Para o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) o governo está se esquecendo que sua função primordial é dar bem-estar social à população. "Privatizar os dois únicos bancos nacionais que restam será um desastre", argumentou, instando seu partido, o PMDB, a fechar questão contra essa venda.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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