ACM DEFENDE PROPOSTA DE CPI DO JUDICIÁRIO
Da Redação | 17/03/1999, 00h00
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, defendeu nesta quarta-feira (dia 17) a sua proposta de criação de uma CPI sobre o Judiciário. "Não se trata de ingerência em outro Poder. Quero examinar fatos sobre o Tribunal Superior do Trabalho, ou qualquer outro, para garantir que haja agilidade nos processos, permitindo que o povo tenha a Justiça que merece, que não haja obras suntuosas, especialmente com corrupção, como existem provas em relação ao Tribunal do Trabalho de São Paulo."Antonio Carlos revelou que, na próxima semana, apresentará um requerimento de instalação de CPI com denúncias e provas concretas, evidentes, insofismáveis de corrupção em tribunais. "Tenho informações de que membros dos partidos de oposição, na Câmara dos Deputados, estão até pedindo a instalação de uma Comissão Mista para poderem participar. Por isso, não vejo razões para críticas ou exaltação", disse, referindo-se ao senador José Eduardo Dutra (PT-SE).Segundo o presidente do Senado, o objetivo da CPI é melhorar a Justiça, o que todos desejam. "Lembro que obtive o aplauso do plenário, quando tempos atrás, fiz restrições ao funcionamento do Judiciário, dizendo que a população confia no Legislativo para criar mecanismos que assegurem um Judiciário mais ágil. Por isso, tenho certeza de que encontraremos a fórmula de propor uma CPI, com o apoio de todos os partidos para torná-la mais forte."ACM garantiu, ainda, que tem uma proposta de um juiz do Trabalho, professor de Direito do Trabalho em universidade federal, de suprimir a instância superior da Justiça do Trabalho (o TST). "Acredito que esta seja também sua posição", disse a Dutra, convidando-o a participar na elaboração do requerimento da CPI.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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