MOZARILDO DENUNCIA CORTE DE INVESTIMENTOS NA AMAZÔNIA

Da Redação | 15/03/1999, 00h00

A equipe econômica do governo federal determinou que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) corte cerca de R$ 40 milhões de seu orçamento deste ano, lamentou em discurso o senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR).- Denuncio este golpe no combalido orçamento da Suframa. E se não bastasse, a equipe econômica ainda exigiu que a Suframa compre cerca de R$ 8 milhões em títulos federais, dinheiro de receita própria. Apelo ao ministro da Fazenda e ao presidente da República para que revejam este corte e a compra de títulos, pois o desenvolvimento da Amazônia depende da Suframa - afirmou Mozarildo em pronunciamento no plenário nesta segunda-feira (dia 15).Depois de lembrar que a Amazônia ocupa mais de 60% do território nacional, Mozarildo Cavalcanti pediu ao governo "uma política séria" para a região. Segundo ele, ao fazer cortes e retirar dinheiro da Suframa, "o governo está fazendo o oposto" do que determina a Constituição, que prevê redução dos desequilíbrios entre as regiões do país.Em aparte, o senador Amir Lando (PMDB-RO) concordou que se trata de "atitude autoritária" da equipe econômica e lamentou a existência de "artifícios" seguidos pelo governo para impedir que a Amazônia receba todas os recursos do Fundo Constitucional do Norte (FNO). O senador Jefferson Péres (PDT-AM) observou que, devido ao descaso do governo para com as regiões Norte e Nordeste, apresentou projeto destinado a aumentar os financiamentos do BNDES para essas áreas. Jefferson sugeriu que o governo transforme a Suframa numa agência de desenvolvimento, a qual poderia se sustentar com um fundo rotativo de aplicações.Já o senador Tião Viana (PT-AC) considerou os cortes como "mais uma penalidade do governo à população da Amazônia". Moreira Mendes (PFL-RO) pediu que a região "deixe de ser o quintal do país".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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