ADEMIR DEFENDE MAIOR PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NAS DECISÕES PÚBLICAS

Da Redação | 10/03/1999, 00h00

A história da participação feminina nas decisões políticas revela a importância de sua crescente intervenção, mas, conforme destacou nesta quarta-feira (dia 10) o senador Ademir Andrade (PSB-PA), ainda é flagrante que as mulheres não têm o mesmo nível de participação verificado entre os homens. Nos parlamentos, assinalou, raramente a presença feminina ultrapassa o percentual de 5%.- No Brasil, mesmo a lei de cotas não conseguiu preencher o número de candidatas estabelecido em muitos estados. Os postos de primeiro escalão dos governos são reservados aos homens, cabendo funções subalternas às mulheres. Isto ocorre em países capitalistas e socialistas - afirmou o senador.Para Ademir, o movimento feminista brasileiro foi iniciado juntamente com a luta pela abolição da escravatura, quando se destacaram as figuras de Tereza, do Quilombo de Quariterê, em Mato Grosso, e Zeferina, do Quilombo de Urubu, na Bahia. Entre as mulheres brancas que lutaram pela abolição, o senador salientou, entre outras, a figura de Chiquinha Gonzaga.Os direitos de voto e de escolha de domicílio e trabalho, acrescentou o senador, motivaram Berta Lutz, que em 1922 fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Ademir salientou que a Constituição de 1988 foi de grande valia para as mulheres brasileiras, embora nem todas as conquistas nela inscritas tenham se tornado realidade. No seu entendimento, é preciso garantir a adoção da ótica de gênero na definição das políticas públicas, a redução dos entraves burocráticos a inibir a participação feminina e a instituição de mecanismos institucionais de incentivo à integração das mulheres no processo de decisão pública.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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