TIÃO VIANA PROPÕE PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DA FEBRE AFTOSA

Da Redação | 08/03/1999, 00h00

O senador Tião Viana (PT-AC) pediu, nesta segunda-feira (8) a revisão da portaria do Ministério da Agricultura que classifica o estado do Acre como "área de risco desconhecido, ou seja, sem controle efetivo da febre aftosa". Para ele, tal classificação impede o estado de comercializar produtos de origem animal no mercado nacional, com graves conseqüências para sua economia, uma vez que a pecuária é uma de suas atividades principais.Segundo Tião Viana, a política do ministério não pode ser restritiva. "O que precisamos é um amplo programa de prevenção, controle e erradicação da doença, a ser desenvolvido nas regiões Norte e Centro-Oeste. Somente no Acre, temos um rebanho bovino de 1,1 milhão de cabeças que atende à demanda interna, gerando excedentes que precisam ser exportados para estados vizinhos. Trata-se de um gado de qualidade, com predomínio da raça Nelore", explicou.Como exemplo do programa que defende, Tião Viana citou o esforço do ministério da Agricultura, entre 1969 e 1972, nos estados do sul do Brasil, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de R$ 61 milhões e contrapartida dos governos federal e estaduais. "Como resultado, hoje esses estados são considerados "zona livre de febre aftosa" e seus produtos podem ser exportados internacionalmente".Em aparte, o senador Nabor Júnior (PMDB-AC) se associou à preocupação de Tião Viana, argumentando que o surto de aftosa, no vizinho estado de Mato-Grosso, é pequeno e localizado, podendo ser facilmente controlado sem comprometer o rebanho do Acre.Também em aparte, o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) disse que a classificação ISO 9000 dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul - que representa franquia de exportação de produtos bovinos para o mundo - deveria ser expandida aos demais estados para ajudar no equilíbrio da balança comercial brasileira nesse momento de crise.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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