PATROCÍNIO ELOGIA PLANO DE CONTROLE DA TUBERCULOSE
Da Redação | 05/03/1999, 00h00
Ao elogiar o lançamento, pelo Ministério da Saúde, do Plano Nacional de Controle da Tuberculose, o senador Carlos Patrocínio (PRL-TO) informou que, se todas as metas do governo forem atingidas e sustentadas, haverá uma redução pela metade na incidência da doença. Ele explicou que um dos principais desafios a ser enfrentado será baixar a taxa de abandono do tratamento, que hoje chega a 14%.De acordo com o senador por Tocantins, o principal objetivo do plano é diagnosticar, até o ano 2001, 90% dos casos da doença no Brasil. Também estão previstas, até o ano 2007, a cura de 85% dos casos descobertos e a diminuição de dois terços da mortalidade, além da implementação do Programa de Controle da Tuberculose em todos os municípios do país.O programa do governo, ainda segundo Carlos Patrocínio, prevê a criação de uma rede nacional de excelência, unindo universidades e empresas, para estimular o ensino e a pesquisa sobre a tuberculose. Também incentivará o Sistema Único de Saúde (SUS) para que alcance a cura total de seus pacientes.- A epidemia de AIDS, o abrandamento da luta contra a doença, a imigração de pessoas oriundas de países em que ela é prevalente, as migrações internas, os bolsões de pobreza são fatores que contribuem para o crescimento da tuberculose - enumerou Patrocínio.Também ajudam no desenvolvimento acelerado da doença, conforme informou Carlos Patrocínio, a ignorância dos atingidos, o despreparo médico e a falta de drogas modernas. Ele lembrou que estes fatores são decisivos para a tuberculose atingir principalmente as camadas mais pobres da população.Carlos Patrocínio lamentou que, de pioneiro no combate à doença no início do século, o Brasil passou a ocupar atualmente "o vergonhoso" sexto lugar em número de casos novos no mundo, com uma notificação de 90 mil doentes por ano. Ele considera a extinção, em 1991, da Campanha Nacional Contra a Tuberculose e o fim da Central de Medicamentos como as principais causas do agravamento da doença no país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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