LUIZ ESTÊVÃO REPELE CRÍTICAS AO ENSINO UNIVERSITÁRIO PÚBLICO
Da Redação | 01/03/1999, 00h00
O senador Luiz Estêvão (PMDB-DF) refutou em discurso, nesta segunda (do 1º), críticas que vêm sendo feitas ao ensino público universitário, principalmente o cálculo "míope e distorcido" que se faz ao dividir o gasto das universidades pelo número de alunos. Para ele, quem faz essa conta despreza todo esforço que as universidades públicas fazem em pesquisa.Os críticos do ensino superior gratuito, de acordo com Luiz Estêvão, se esquecem de que as universidades privadas também são sustentadas pelos contribuintes brasileiros, pois elas se beneficiam de deduções no imposto de renda. "É uma ilusão acreditar que o ensino privado brasileiro é todo custeado pela iniciativa privada ou pela mensalidade paga pelos alunos."O senador destacou o trabalho da Universidade de Brasília, que obteve no Provão de 1998 a melhor pontuação nos cursos em que foi examinada. "Brasília está se tornando um centro de excelência de ensino, particularmente a Universidade de Brasília", disse. Luiz Estêvão lembrou o pioneirismo da Universidade ao adotar o Programa de Avaliação Seriada (PAS) como alternativa ao tradicional vestibular, no qual os alunos do segundo grau fazem provas todo final de ano e a metade das vagas da escola é destinada aos estudantes de melhor pontuação.A Universidade de Brasília, conforme o senador, tem feito um "trabalho extraordinário" nos últimos anos e já consegue produzir cerca de 30% das receitas necessárias ao seu custeio com a prestação de serviços, inclusive realização de concursos públicos. Ele lamentou a situação do Hospital da Universidade, que vem enfrentando falta de dinheiro e, recentemente, quase teve suas atividades paralisadas.Em aparte, o senador Romero Jucá (PSDB-RR) afirmou que o Congresso deve ajudar a resolver a situação dos hospitais universitários, os quais não têm verbas suficientes do Ministério da Educação e não contam com apoio do Ministério da Saúde. Leomar Quintanilha (PFL-TO) pediu apoio dos senadores para que seja criada a Universidade Federal do Tocantins e Bernardo Cabral (PFL-AM) lembrou que as universidades norte-americanas não vivem só de mensalidades, mas especialmente graças a doações empresariais. "Lá o empresário investe em educação, enquanto o nosso não investe e ainda critica o ensino público", observou Cabral.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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