LAURO DIZ QUE ATÉ SOROS REJEITARIA NOME DE ARMÍNIO
Da Redação | 01/03/1999, 00h00
A indicação do economista Armínio Fraga Neto para a presidência do Banco Central foi criticada por Lauro Campos, que, ao citar comentário feito por George Soros no livro "A crise do capitalismo", opinou que o próprio megaespeculador rejeitaria o nome do seu ex-funcionário para a presidência do Bacen.- Soros aponta a promiscuidade entre as empresas privadas e as governamentais como um dos principais defeitos da economia aberta. Portanto, se fizesse parte do Senado, até ele rejeitaria a indicação de Armínio Fraga para a presidência do Bacen, por ser um nome que não é apenas suspeito, mas também perigoso e impróprio - comentou Lauro Campos.Na visão do senador pelo Distrito Federal, Armínio Fraga está voltando ao Brasil após a falência dos bancos públicos e privados, depois do sucateamento do parque industrial, e em um momento de desemprego em alta e em que a dívida pública da União atinge a US$ 380 bilhões. Lauro Campos também falou na dívida externa que hoje atinge a US$ 240 bilhões e um salário mínimo de 65 apenas dólares mensais. Para o senador petista, este cenário de "fim de festa e de destruição" foi provocado em nome da "estabilização" e da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso.A década de 90 foi considerada por Lauro Campos como os anos de ouro do escancaramento do Brasil para os capitais especulativos. Ele exemplificou sua afirmação registrando que várias autoridades deixaram cargos públicos para ingressar em instituições financeiras privadas.- Marcílio Marques Moreira passou de ministro da Fazenda entre 1991 e 1992 para consultor da corretora Meril Lynch. Francisco Gros, presidente do Banco Central entre maio de 1991 e novembro de 1992, passou a ser diretor executivo do banco Morgan Stanley Dean Witer. E o próprio Armínio Fraga Neto, diretor da área internacional do Bacen de junho de 1991 a novembro de 1992, foi promovido a diretor gerente da Soros Fund Managemente LLC - enumerou Lauro Campos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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