FRANCELINO PEREIRA PRECONIZA UM BRASIL ADEQUADO AO NOVO CENÁRIO MUNDIAL

Da Redação | 04/01/1999, 00h00

"O novo governo de Fernando Henrique Cardoso terá que construir, efetivamente, uma nação justa, sem as desigualdades sociais que estão aí", afirmou nesta segunda-feira (dia 4) o senador Francelino Pereira (PFL-MG). Ele preconizou a construção de um Brasil capaz de situar-se adequadamente no novo cenário em que se organizam os mercados do mundo, tirando proveito da nova divisão econômica que se inaugura.O senador observou que a posse de Fernando Henrique Cardoso para o seu segundo mandato coincide com o limiar de uma nova era e com a inauguração da nova moeda comum européia - o Euro. Ele definiu essa moeda como "a mais importante realização européia de uma década repleta de acontecimentos que mudaram a face do mundo, passando pela queda do muro de Berlim e pela implosão da União Soviética".Em sua opinião, o Euro reflete a inesgotável capacidade de recuperação da Europa, abalada neste século por duas devastadoras guerras e lançando-se agora no mais ousado desafio já feito à hegemonia econômica e financeira dos Estados Unidos. Ele informou que esse novo mercado, conhecido agora como Euroland, reúne uma população de 282 milhões de habitantes e um PIB superior a US$6 trilhões.Conforme Francelino Pereira, o novo ano despertou sob uma nova realidade - a divisão do mundo em três grandes blocos econômicos, formados pelos Estados Unidos, a Euroland e a Ásia. Ele também previu que o Euro não só desempenhará um papel importante como reserva monetária internacional, como deverá converter-se em alternativa à hegemonia do dólar. Para o senador, o mundo está assistindo a uma reviravolta na História. "Se, no passado, a unificação política precedeu a adoção de uma moeda comum, no limiar do novo milênio temos o contrário: os países europeus trataram primeiro de sua unificação monetária, com a instituição de um banco central e a criação de uma moeda única, para depois cuidarem da unificação política". Ele considerou uma sorte que um significativo percentual do comércio brasileiro se desenvolva com a Europa, em especial com os países que aderiram ao Euro. Mas ressalvou que o caminho brasileiro não pode ser outro "senão fortalecer e consolidar o Mercosul e, a partir daí, tornar realidade a Associação de Livre Comércio das Américas - a Alca".Francelino Pereira está convencido de que, juntamente com os Estados Unidos, Canadá e México, o Brasil constituirá no futuro o maior bloco comercial do mundo. Em aparte, o senador Bernardo Cabral (PFL-AM) disse que a inauguração do Euro acaba com o hegemonia de uma única moeda sobre o mundo inteiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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