MARINA CRITICA TÉCNICA QUE TORNA SEMENTES ESTÉREIS
Da Redação | 10/11/1998, 00h00
Uma nova técnica que torna as sementes agrícolas estéreis está preocupando a senadora Marina Silva (PT-AC). A senadora citou nesta terça-feira (dia 10) reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, explicando que a técnica, desenvolvida por pesquisadores americanos, pretende "acabar com a milenar prática de guardar as melhores sementes para produzir uma nova safra, usada principalmente em países subdesenvolvidos". Marina Silva teme que interesses meramente comerciais acabem provocando danos aos ecossistemas e prejuízos à agricultura de base familiar. - Eles isolam um gene que cria uma proteína que impede a germinação. Desse modo, os agricultores ficarão eternamente nas mãos dessas empresas - denunciou a senadora. Para Marina Silva a informação ganha maior importância devido à forte base agrícola do Brasil. "Estão pensando mais no mercado do que em medidas que possam erradicar a miséria", afirmou. A senadora citou o caso da produção da soja transgêncica, produzida através de engenharia genética. Ela criticou a permissão para que experiências desse gênero sejam feitas no Brasil, enquanto países da Europa estão impondo limites aos produtos transgênicos. Ela defendeu a necessidade de um amplo estudo dos efeitos deste material para a saúde.- O Congresso Nacional deve acompanhar essa discussão e o Brasil não pode considerar essa prática normal - afirmou a senadora, ressaltando que uma produção sem alterações genéticas poderiam ter maior facilidade de inserção no mercado internacional.Marina Silva é autora de um projeto que impõe uma moratória para a produção da soja transgênica no Brasil.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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