ACM REJEITA VETOS NA REFORMA MINISTERIAL
Da Redação | 31/03/1998, 11h35
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, manifestou-se hoje (dia 31) "contrário" às ações políticas visando vetar nomes colocados como alternativas para a reforma ministerial que o presidente Fernando Henrique Cardoso está realizando. "Ninguém deve vetar nomes, pois é uma atitude antipática com o presidente da República, que deve ter liberdade para escolher sua equipe", explicou.
A possibilidade de que as mudanças no ministério, determinadas pela desincompatibilização de ministros que estarão concorrendo nas eleições de outubro próximo, possam ajudar o governo a compor soluções para conflitos estaduais, entre os partidos que compõem sua base de sustentação parlamentar no Congresso, também não é vista como viável por Antonio Carlos. De um lado, explicou o senador, porque apenas o presidente poderia tomar tal iniciativa - e ele não parece ter essa intenção. De outro, "porque para fazer isso seria preciso criar mais ministérios", acrescentou.
O senador Antonio Carlos Magalhães não acredita que exista uma lista de nomes indicados pelo PFL para eventual aproveitamento no ministério, reafirmando a "liberdade de escolha que o presidente da República deve ter". Ele confia, contudo, no aproveitamento de quadros do seu partido, "eventualmente alguém do Senado, mas por livre escolha e vontade do presidente". Ele admitiu, por outro lado, que o partido tem "visões diferentes" em relação à reforma ministerial. A pasta da Articulação Política, na ótica de alguns líderes pefelistas, é importante e interessante. Antonio Carlos, de seu lado, não vê maiores problemas em sua extinção, "se for da vontade do presidente".
Na sua avaliação, "são apenas oito meses de trabalho e a Articulação Política, em plena campanha eleitoral, não pode ser feita por quem chegar hoje". O presidente do Senado continua acreditando que o ministério que surgir da atual reforma será provisório. "Acho que será assim, entendo que será assim e o presidente também", explicou. "O que não impede que alguém que faça um grande sucesso, em tão pouco tempo, possa ser mantido", destacou Antonio Carlos.
JOGO
A proposta de legalização dos cassinos no país não tem o apoio do presidente do Senado. "Pessoalmente, sou contra, mas sei que há uma corrente política favorável", disse Antonio Carlos. Ele não pretende, no entanto, atuar politicamente nessa questão.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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