CABRAL: MORTE DE SÍLVIO CALDAS ENCERRA ERA ROMÂNTICA
Da Redação | 05/02/1998, 10h04
O senador Bernardo Cabral (PFL-AM) considerou que a morte do seresteiro Sílvio Caldas encerra um dos melhores capítulos da música brasileira, "uma época mais romântica, em que a música era mais importante que o dinheiro". Nessa homenagem, Cabral traçou um perfil biográfico do cantor, começando por lembrar seu nascimento no Largo da Cancela, em 1908, no Rio de Janeiro.
Conforme Cabral, em 1927, Sílvio Caldas fez sua primeira gravação, aparecendo depois em outros 500 discos, fazendo dupla com Cartola, Ataulfo Alves e outros. "Foi intérprete ideal de músicas de outros compositores, como "Maria - a deusa da minha rua", "As Pastorinhas" e "Florisbela"", disse ainda o senador, atestando que o cantor fazia as platéias suspirarem quando cantava "Chão de Estrelas".
Ele lastimou que Silvio Caldas tenha se afastado da música em 1965, para se refugiar num sítio em Atibaia. Disse que o cantor não teve a fama de Francisco Alves, nem o reconhecimento crítico de Orlando Silva, porém inaugurou um estilo segundo o qual, "ao invés de cantar, dizia as canções". Definiu ainda o artista como "uma estrela à moda antiga, quase folclórico", e informou que ele era o cantor favorito de Ary Barroso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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