ARTUR DA TÁVOLA REVERENCIA SÍLVIO CALDAS

Da Redação | 04/02/1998, 09h50

Sílvio Caldas "representou a exata intercessão entre a música branca, conhecida como modinha, e a música negra no Brasil", que ocorreu no país nos anos 20 e 30 com o ritmo chamado samba, afirmou hoje (dia 4) o senador Artur da Távola (PSDB-RJ), ao reverenciar a memória do cantor.

Artur da Távola lembrou que Sílvio Caldas, falecido ontem (dia 3), viveu profundamente esse período de fusão da música brasileira, destacando que o artista nasceu em 1908, no bairro de São Cristóvão, no Rio, aparecendo 20 ou 30 anos depois como o grande destaque e legítimo representante dessa fusão.

- O que isso tem a ver com a política? - indagou o senador, para responder em seguida: "Tem a ver e muito. Porque ali estava muitas vezes o canto dos oprimidos, um fenômeno da cultura carioca de alto significado porque não era a cultura das elites, porque curiosamente, voltadas para a cultura francesa, as elites nacionais deixaram de formar uma cultura própria e incorporaram a cultura popular, tão bem representada pelas escolas de samba".

Távola ressaltou que Sílvio Caldas foi cantor e compositor, homem de cinema, de teatro, da comédia musical, "além de ser uma pessoa encantadora, cozinheiro, uma pessoa de alta alegria, memória privilegiada". Lamentando a morte do artista, o senador declamou alguns versos de sua música Chão de Estrelas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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