ALCÂNTARA DESTACA CONSTRUÇÃO DO AÇUDE CASTANHÃO, NO CEARÁ
Da Redação | 10/08/1995, 13h49
Na visita do ministro Gustavo Krause, dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente, ao Ceará, na semana passada, foi assinado protocolo de intenções entre o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca) e o governo do estado para a construção do açude Castanhão. Entusiasmado, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) defendeu hoje (dia 10) a importância estratégica da obra dentro de "um projeto desenvolvimentista do semi-árido nordestino".
Outro resultado da visita foi a comunicação, feita pelo ministro, de que há possibilidade concreta de conclusão de obras hídricas inacabadas, registrou o senador.
O Castanhão, segundo Lúcio Alcântara,não é obra isolada e extravasa os limites do estado. Previsto para ter capacidade de armazenagem maior que a do açude de Orós, ele integra o Plano Estadual de Recursos Hídricos do Ceará e, como depósito intermediário para distribuição de água a vários municípios do semi-árido, contribuirá para viabilizar a transposição das águas do São Francisco.
Quanto ao financiamento dos projetos de irrigação que integram o planejamento estadual, Lúcio Alcântara disse que apóia a mesma tese do governador Tasso Jereissati: reestruturação do DNOCS, desfederalização da promoção da agricultura irrigada e consolidação das obras a cargo da iniciativa privada. Na sua opinião, caberia ao governo estadual "organizar a legislação, conscientizar os usuários, promover a implantação dos pólos agroindustriais e universalizar o saneamento básico".
Os senadores Gilberto Miranda (PMDB-AM), Ney Suassuna (PMDB-PB), Carlos Wilson (PSDB-PE), Romero Jucá (PFL-RR), Antônio Carlos Valadares (PMDB-SE) e Fernando Bezerra (PMDB-RN), apartes, hipotecaram seu apoio ao projeto.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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