Wilder propõe plebiscito para revogar Estatuto do Desarmamento

Da Redação | 14/09/2017, 13h30 - ATUALIZADO EM 18/09/2017, 12h01

O senador Wilder Morais (PP-GO) defendeu da tribuna, nesta quinta-feira (14), um plebiscito para revogar o Estatuto do Desarmamento. No Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 175/2017, Wilder propõe a convocação da consulta para o mesmo dia das eleições de 2018. Segundo ele, facilitar o porte e a posse de arma por cidadãos comuns reduzirá a criminalidade.

— Hoje o brasileiro é abatido igual a um cordeiro, sem qualquer possibilidade de defesa. Por que isso? Porque o governo tirou o direito do cidadão de se armar. Isso aconteceu em 2003, com a aprovação do Estatuto do Desarmamento. O governo naquela época trabalhou intensamente para tirar o direito de defesa da população. Hitler, Stalin e Mao desarmaram a população antes de matar cidadãos — comparou Wilder.

No plebiscito, pelo projeto do senador, o cidadão responderia “sim” ou “não” a três perguntas. A primeira seria: “Deve ser assegurado o porte de armas de fogo para cidadãos que comprovem bons antecedentes e residência em área rural?”. A segunda: “O Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a quaisquer cidadãos que preencham requisitos objetivamente definidos em lei?” A terceira, quase idêntica à anterior, substitui apenas “o porte de armas” por “a posse de armas”.

Em aparte, o senador José Medeiros (Pode-MT) aplaudiu Wilder por “dessacralizar uma vaca sagrada”, ao tocar no tema do desarmamento. Medeiros, que é policial rodoviário, contou que alguns anos atrás afugentou assaltantes de sua casa por estar armado.

— “Ah, o senador Medeiros fala isso porque é policial, é treinado.” Conversa fiada. Você quer ter uma arma, você vai se habilitar para ter aquela arma. É a mesma coisa que dizer que não se pode ter um extintor em casa porque existe o Corpo de Bombeiros. Assim que os bandidos perceberem que a população está armada, não vai ter arrombamento de casa, porque eles sabem que “a taboca vai rachar” e eles podem encerrar a carreira precocemente — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)