Defesa de Dilma recorre contra nome de coordenador da junta pericial
Da Redação | 15/06/2016, 21h57
O advogado José Eduardo Cardozo, que faz a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, pediu à Comissão Especial do Impeachment a retirada do consultor legislativo do Senado Diego Pradino Alves da coordenação da junta pericial que auxiliará o processo. Cardozo argumenta que ele tem “forte engajamento” contra a presidente afastada.
Prandino foi nomeado coordenador da junta, que ainda contará com outros dois servidores concursados do Senado. A pedido da defesa, a junta fará análise técnica de documentos envolvidos na denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) leu mensagens postadas pelo consultor em uma rede social, expressando posicionamentos políticos, e relatou que essas mensagens foram apagadas no dia seguinte à nomeação da junta pericial. A defesa e os senadores da oposição pediram a impugnação de Prandino, mesmo reconhecendo suas qualificações profissionais.
A acusação, bem como senadores da base do governo, opinou que os fatos relatados não caracterizam suspeição do indicado, e defenderam a manutenção do consultor na coordenação da junta.
O plenário da comissão decidiu contra o pedido da defesa. O presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) informou que, em face da polêmica, aguarda nova manifestação do coordenador indicado em relação a sua própria suspeição.
Recurso
Durante a tarde, foi comunicado à comissão que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, indeferiu recurso da defesa contra o tempo limitado para as respostas das testemunhas. Pelo procedimento da comissão, os depoentes têm no máximo três minutos para responder aos questionamentos. A defesa tem sustentado que isso é insuficiente.
O advogado José Eduardo Cardozo observou que esse recurso havia sido feito com base em uma argumentação em tese. Ele informou à comissão que reuniu evidências, a partir dos primeiros depoimentos de testemunhas, para formular um novo recurso, mais concreto, que será encaminhado ao STF.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) levantou questão de ordem ao presidente Raimundo Lira pedindo para que os senadores possam usar de foram flexível o tempo total de questionamento das testemunhas. A questão ainda será respondida por Lira.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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