Vanessa agradece apoio de Goiás à PEC das cotas para mulheres

Da Redação e Da Rádio Senado | 10/09/2015, 17h37

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) registrou a realização de evento nesta quinta-feira (9), em Goiânia, em prol de mais mulheres na política, e ressaltou o apoio do governador de Goiás, Marconi Perillo, à proposta que reserva cota mínima para as mulheres nas Casas legislativas.

Pela proposta, já aprovada pelo Senado e que será examinada agora pela Câmara dos Deputados, as mulheres terão direito a no mínimo 10% dos assentos das Casas legislativas, já nas próximas eleições. Nos dois pleitos seguintes, a cota aumentará para 12% e 16%, respectivamente.

Para Vanessa Grazziotin, esse número ainda é acanhado diante do protagonismo da mulher brasileira, que produz mais de 40% da riqueza nacional e chefia mais de 38% das famílias do país. Ela entende que políticas afirmativas são essenciais para aumentar a presença feminina no parlamento, que hoje ainda é muito pequena.

— Com uma presença maior das mulheres aqui, seremos capazes de escrever leis mais equilibradas, que se preocupem com tudo, mas também com algumas coisas que a maioria dos homens não olham — disse a senadora.

A parlamentar manifestou a alegria das mulheres que integram o movimento pelo fato de cada vez mais homens estarem ao seu lado porque compreendem que a sua luta "não é contra os homens, mas ao lado dos homens, por uma sociedade mais igual e mais justa".

Rebaixamento nota de risco

Ao comentar o rebaixamento da nota de risco do Brasil da agência Standard & Poor’s, Vanessa Grazziotin lembrou que essa agência é a mesma que em 2007 e 2008 avaliava os Estados Unidos como um bom mercado para investimentos em títulos ligados ao mercado imobiliário, exatamente o setor que iria dar origem à crise que afetou vários países.

Na classificação da Standard & Poor’s, o Brasil caiu do grau de investimentos para o grau especulativo. A senadora explicou que isso se deve a vários fatores da crise econômica e das dificuldades fiscais porque passa o país.

Para Vanessa Grazziotin, esse rebaixamento aponta para a necessidade de o país encontrar uma saída imediata para as dificuldades atuais. Depois, então, deve-se pensar em ações de médio e longo prazo. O essencial é que quem ganha menos não seja prejudicado pelas medidas contra a crise, advertiu a senadora.

— O remédio não será doce. Às vezes é necessário um tributo, mas que tribute lá em cima e não tribute o assalariado que vive com um, dois, três, quatro salários mínimos. Acho que é essa a responsabilidade que a gente tem: fazer com que as contas públicas se equilibrem sem que esse sofrimento seja voltado para as costas dos trabalhadores.  E tenho certeza que nós conseguiremos — afirmou a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)