Energia, cultura e tecnologia serão prioridades com Reino Unido, diz embaixador
marcos-magalhaes | 23/04/2015, 16h50
Energia, cultura e ciência e tecnologia deverão estar entre os principais temas da cooperação com o Reino Unido nos próximos anos, segundo o ministro de primeira classe Eduardo dos Santos, designado para a Embaixada do Brasil naquela nação. Sua indicação foi aprovada nesta quinta-feira (23) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), que também aprovou a indicação do ministro de segunda classe Cícero Martins Garcia para o cargo de embaixador na Geórgia.
Eduardo Santos já serviu na Embaixada do Brasil no Reio Unido, nos anos 90, e ressaltou a grande aproximação entre as duas nações desde então. Em 1992, informou, John Major foi o primeiro governante britânico a visitar o Brasil. Depois disso, estiveram no país os primeiros-ministros Tony Blair, Gordon Brown e David Cameron.
O relacionamento bilateral, segundo Eduardo dos Santos atingiu “seu mais alto nível político”. Os dois governos estão desenvolvendo “diálogos estratégicos” em áreas como petróleo e gás, mineração, ciência e tecnologia e cultura. Ele admitiu, porém, que o comércio bilateral – calculado em US$ 7 bilhões – está “aquém de suas possibilidades”.
Revolução das Rosas
Por sua vez, Cícero Martins Garcia, designado para representar o Brasil na Geórgia, observou que desde a chamada Revolução das Rosas, em 2003, aquele país procura se abrir ao Ocidente. A partir de então vem tentando integrar a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para desagrado da vizinha Rússia, cujas tropas invadiram a Geórgia em 2008.
As relações bilaterais, informou Garcia, são recentes. Nos anos de 2010 e 2011 foram abertas as embaixadas em Brasília e Tbilisi. O comércio tem crescido desde então, e as exportações brasileiras para aquele país alcançaram US$ 276 milhões em 2014. Além disso, ressaltou o embaixador, a Geórgia tem se colocado a favor de várias indicações brasileiras para organismos internacionais e apoia a participação brasileira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante a sabatina dos indicados, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) recordou a forte presença de investimentos britânicos em Minas Gerais e elogiou o sistema democrático da Geórgia, que, a seu ver, pode ser considerada “um farol” para outras nações da região. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) defendeu maior aproximação com o Reino Unido e lamentou que o comércio entre os dois países tenha estado “estagnado” nos últimos anos. A senadora Ana Amélia (PP-RS) pediu a Garcia que analise como podem ser ampliadas as vendas à Geórgia de carnes e soja provenientes do Rio Grande do Sul.
O senador Luis Henrique (PMDB-SC) defendeu o “resgate do relacionamento industrial, comercial e na área de serviços” com a Inglaterra. Por sua vez, o senador Hélio José (PSD-DF) pediu maior cooperação entre o Brasil e o Reino Unido em energias alternativas, como a eólica. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), por sua vez, solicitou a embaixador Eduardo dos Santos que acompanhe as denúncias de evasão de recursos de origem ilícita para paraísos fiscais localizados em ilhas do Reino Unido.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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