Prioridade do Ministério do Meio Ambiente é gestão ambiental urbana, afirma ministro — Rádio Senado
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Prioridade do Ministério do Meio Ambiente é gestão ambiental urbana, afirma ministro

Em audiência pública no Senado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles afirmou que a prioridade da pasta será a gestão urbana. O ministro declarou ainda que Brasil vai continuar no Acordo do Clima, mas aguarda recebimento de recursos estrangeiros para novas medidas de combate ao aquecimento global. Ouça mais detalhes na reportagem de Paula Groba.

27/03/2019, 18h56 - ATUALIZADO EM 27/03/2019, 19h16
Duração de áudio: 02:23
Comissão de Meio Ambiente (CMA) realiza audiência pública interativa para apresentar as diretrizes e os programas prioritários do Ministério do Meio Ambiente para o corrente ano e os próximos vindouros. 

À mesa, em pronunciamento, ministro de Estado do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO, O MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, RICARDO SALLES, AFIRMOU QUE A PRIORIDADE DA PASTA SERÁ A GESTÃO URBANA. LOC: MINISTRO DECLAROU AINDA QUE BRASIL VAI CONTINUAR NO ACORDO DO CLIMA, MAS AGUARDA RECEBIMENTO DE RECURSOS ESTRANGEIROS PARA NOVAS MEDIDAS DE COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL. MAIS DETALHES NA REPORTAGEM DE PAULA GROBA. Téc: O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que a prioridade da pasta será a gestão do meio ambiente nas cidades e municípios. Segundo o ministro, os grandes e urgentes problemas ambientais estão no meio urbano, citando a falta de saneamento básico, falta de qualidade do ar, da água e destinação de resíduos sólidos como questões a serem solucionadas. (SALLES)Uma cobertura de saneamento muito reduzida e mesmo naqueles locais onde há coleta muitas vezes o tratamento não está presente também a parte de resíduos. (REP) Sobre as ações do governo na questão de segurança de barragens, o ministro anunciou um curso de capacitação do corpo técnico da Agência Nacional de Mineração para acelerar a verificação das barragens de mineração. Ao ser questionado sobre a participação do Brasil na agenda de mudanças climáticas, na qual o Brasil é protagonista, o ministro afirmou que ações relacionadas à redução de gases de efeito estufa pelas indústrias, setor agropecuário e na área de transportes terão andamento, mas disse que novas medidas vão depender dos recursos estrangeiros, previstos como contrapartida da participação do Brasil no Acordo do Clima. (SALLES) Nós para implementar os algo eventualmente mais auspicioso do que já foi comprometido precisamos que aquela compensação pelo que se comprometeu pelo que você fez pelo que você vem fazendo aconteça se não nós onerando excessivamente os diversos setores da economia brasileira em todas as frentes. (REP) O senador Alessandro Vieira, do PPS de Sergipe, e o presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato, da Rede Sustentabilidade do Espírito Santo, criticaram a ação do governo de liberar 54 novos tipos de agrotóxicos em 47 dias. As liberações dos defensivos agrícolas foram justificadas pelo ministro como ação contra o atraso de governos passados. Já o senador Marcio Bittar, do MDB do Acre, elogiou a estratégia do ministério de priorizar ações nas cidades. (BITTAR) Os maiores problemas ambientais que o Brasil tem não estão na Amazônia e quando estão na Amazônia não é na área rural. O maior problema ambiental que o Acre tem é o igarapé São Francisco que corta a cidade ao meio e é um esgoto a céu aberto. E vamos para São Paulo onde tem o Tietê. (REP) Sobre o aumento do desmatamento, o ministro afirmou que ações iniciais de monitoramento estão sendo tomadas e posteriormente serão estabelecidas novas estratégias para inverter a curva de crescimento. Da Rádio Senado, Paula Groba.

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