Cancelado o depoimento de Roberto Campos Neto na CPI do Crime Organizado
Foi cancelada a reunião da CPI do Crime Organizado que ouviria o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (Req 185/2026); e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur (Req 179/2026). De acordo com o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), Campos Neto obteve habeas corpus do Supremo Tribunal Federal e poderá prestar informações por escrito à CPI. Apesar de ter obtido o direito de permanecer em silêncio, Mansur ficou obrigado a comparecer à CPI na semana que vem.

Transcrição
Foi cancelada a reunião da CPI do Crime Organizado desta terça-feira que ouviria o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur.
Mansur e o grupo Reag, que são investigados por envolvimento nas fraudes do Banco Master, conseguiu um habeas corpus para permanecer em silêncio.
Já Roberto Campos Neto conseguiu no Supremo Tribunal Federal transformar a convocação em convite, o que torna a sua presença facultativa na CPI, por falta de indícios de envolvimento direto.
Os senadores querem que Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 até janeiro de 2025, esclareça a fiscalização feita no sistema financeiro e o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, explicou que Mansur deverá depor na semana que vem.
E anunciou que Campos Neto vai prestar informações à CPI por escrito.
(senador Fabiano Contarato) "O Campos Neto, ele mandou a confirmação de que ele está disposto a responder por escrito qualquer solicitação; e o outro, Mansur, teve uma decisão do ministro Flavio Dino mantendo a obrigatoriedade dele comparecer, mas o advogado dele manteve contato com a presidência e ele comparecerá semana que vem, porque não teve o prazo estipulado por lei para que ele desce comparecer hoje; mas já está mantido o comparecimento dele na semana que vem, sob pena dele ser conduzido coercitivamente."
A CPI do Crime Organizado alega que o Banco Master foi usado por facções para lavar dinheiro de atividades ilegais. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

