Senadores debatem Banco Master com representante da CVM; CPI do Crime vota convites ao STF
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai questionar na terça-feira (24) o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, sobre as fiscalizações no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central no ano passado por insolvência. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), reforçou a competência do colegiado para investigar o caso. Os integrantes da CPI do Crime Organizado, por sua vez, deverão votar na quarta-feira (25) requerimentos de convocação do banqueiro e de seus sócios, além de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos com o Master.

Transcrição
a Comissão de Assuntos Econômicos vai ouvir na terça-feira o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly, sobre eventuais fiscalizações no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado por riscos de falência. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, reafirmou que o colegiado vai aprofundar as investigações sobre o Master.
Sonora: Senador Renan Calheiros
Desde o início da instalação da comissão que eu venho dizendo qual é a competência, o que é que nós pretendemos fazer, aonde queremos chegar e que a gente quer somar esforços na responsabilização dessas pessoas que deram maior golpe da história do Brasil. Então, o que for preciso fazer para elucidar tudo isso nós vamos fazer. E o fórum ideal é o da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado porque é permanente.
Já os integrantes da CPI do Crime Organizado devem votar na quarta-feira diversos requerimentos relacionados ao Banco Master. Entre eles, a convocação do banqueiro e de seus sócios, além de Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, e de José Eugênio e José Carlos, irmãos do ministro Dias Toffoli. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, argumenta que os familiares dos magistrados deverão explicar relações financeiras com o Banco Master, entre eles um contrato de assessoria jurídica e venda de um resort no Paraná. O senador Marcos Rogério, do PL de Rondônia, defendeu que os convites aos dois ministros sejam transformados em convocação para que eles de fato compareçam à CPI.
Sonora: Senador Marcos Rogério
O Parlamento tem como amparo constitucional prerrogativas para convidar, para convocar a depender da situação. Acho que nós estamos diante de uma situação grave e que uma CPI para fatos que não estão vinculados à questão jurisdicional, ela tem competência para convocar, ela tem competência para apurar. Então, acho que nesse caso uma convocação seria legítima.
A CPI do Crime Organizado também poderá votar quebras de sigilo bancário dos envolvidos, assim como convites para o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, responderem perguntas sobre o Banco Master, que já causou prejuízos bilionários, entre eles, um de R$ 47 bilhões para o Fundo Garantidor de Crédito. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

