Iluminação especial lembra que lugar de mulher é na ciência — Rádio Senado
Reconhecimento

Iluminação especial lembra que lugar de mulher é na ciência

Para marcar a importância de ampliar o acesso e a participação das mulheres na produção do conhecimento científico, o Congresso Nacional recebe uma iluminação especial na cor roxa neste dia 11 de fevereiro, data instituída pela UNESCO e pela ONU Mulher como Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. O gesto simbólico foi solicitado pela líder da bancada feminina do Senado, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

11/02/2026, 18h01 - atualizado em 11/02/2026, 18h06
Duração de áudio: 02:48
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Transcrição
Jaqueline Goes, Ester Sabino, Márcia Barbosa, Bertha Lutz, Sônia Guimarães, Elisa Pessoa, Fabiana Zuelli. O que todas essas mulheres têm em comum? Pelo menos duas coisas. A primeira, todas elas são ou foram cientistas brasileiras de destaque. A segunda… bom, elas ainda são uma exceção. De acordo com dados do CNPq, as mulheres representam 55% dos matriculados em cursos de mestrado e doutorado no Brasil, mas apenas uma em cada 4 pessoas dedicadas à pesquisa no nível mais alto da carreira é mulher. Os homens também coordenam a maior parte dos projetos com grandes orçamentos. O principal motivo apontado para essa diferença é a carga de responsabilidade das mulheres com o cuidado de filhos e parentes. Para marcar a importância de ampliar o acesso e a participação das mulheres na produção do conhecimento científico, o Congresso Nacional recebe uma iluminação especial na cor roxa neste dia 11 de fevereiro, data instituída pela UNESCO e pela ONU Mulher como Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. O gesto simbólico foi solicitado pela líder da bancada feminina do Senado, senadora Professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins. Nós que lutamos pela participação, pela representatividade de mulheres, nós reconhecemos a importância de incentivar que mais mulheres se dediquem à ciência, à pesquisa e, logicamente, entendendo que a educação junto com a pesquisa traz a inovação e o desenvolvimento. O Senado aprovou há alguns anos um projeto da ex-senadora Maria do Carmo Alves, de Sergipe, que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação estímulos à participação de mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. A proposta cria, entre outras medidas, um regime especial de avaliação da produção acadêmica das docentes que foram mães ou que cuidam de parentes com deficiência ou doença grave. O projeto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

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