Votação do acordo Mercosul-UE é adiada na Representação Brasileira no Parlasul — Rádio Senado
Relações Internacionais

Votação do acordo Mercosul-UE é adiada na Representação Brasileira no Parlasul

Um pedido de vista adiou, nesta quarta-feira (10), a votação do Acordo Comercial Mercosul-União Europeia pela Representação Brasileira no Parlasul (MSC 93/2026). O relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o acordo vai incrementar o comércio entre regiões que reúnem um PIB de US$ 22,4 trilhões. Mas a senadora Tereza Cristina (PP-MS) alertou que será preciso vencer as salvaguardas exigidas pelos europeus para que o acordo se torne interessante para o agronegócio brasileiro.

10/02/2026, 18h20 - atualizado em 10/02/2026, 18h49
Duração de áudio: 02:24
Foto: Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)

Transcrição
A análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Congresso teve início nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, inicialmente no colegiado formado pelos 10 senadores e 27 deputados federais que integram a representação brasileira no Parlasul.  O relatório destaca que o acordo cria uma ampla área de livre comércio, com redução gradual de tarifas, proteção a setores sensíveis e mecanismos de solução de controvérsias. Autor do relatório, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, disse que o tratado é estratégico; fruto de mais de 20 anos de negociações; e pode trazer ganhos de competitividade, inovação e fortalecimento da nossa economia. (deputado Arlingo Chinaglia) "O acordo provisório de comércio representa um marco na relação bilateral do Mercosul com a União Europeia, integrando dois dos maiores blocos econômicos do mundo. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e PIB de aproximadamente 22,4 trilhões de dólares." Para a senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso do Sul, o acordo ainda é pouco atrativo para o agro brasileiro diante das salvaguardas exigidas pelos europeus; mas ela disse acreditar que, a médio prazo, o nosso setor agrícola vai comprovar que as narrativas que questionam a sua sustentabilidade não são verdadeiras. (senadora Tereza Cristina) "Pro agro, momentaneamente, essas salvaguardas, elas são muito baixas; 5% praticamente deixa o acordo muito pouco atrativo para o setor de carnes, para o açúcar, enfim, para todos os produtos que nós já exportamos; e se tem um aumento em preços ou em volume de 5%, se passar disso, voltam as taxas não praticadas pelo acordo, que trazem vantagens, porque muitas são zeradas; mas eu acho que o Brasil vai dar uma demonstração de que nós temos realmente um agro sustentável; e aí é que nós vamos ter que trabalhar muito, é o meio ambiente." Com a aprovação de um pedido vista, a votação do texto pela representação brasileira no Parlasul foi adiada e a expectativa agora é de que seja concluída após o carnaval, para que o texto possa então ser encaminhado para a Câmara dos Deputados e, depois, para o Senado. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

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