Subcomissão é instalada para investigar fraudes do banco Master — Rádio Senado
Economia

Subcomissão é instalada para investigar fraudes do banco Master

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou nesta quarta-feira (4) a subcomissão destinada a investigar as irregularidades que culminaram na liquidação do Banco Master. A primeira atividade do grupo de trabalho será uma reunião nesta tarde no Banco Central. O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), deverá pedir esclarecimentos até mesmo ao presidente da República sobre supostas reuniões com o banqueiro Daniel Vorcaro.

04/02/2026, 12h37
Duração de áudio: 02:06
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Transcrição
A subcomissão da Comissão de Assuntos Econômicos destinada a investigar a liquidação do Banco Master e os prejuízos bilionários a fundos de pensão municipais e estaduais e ao Banco de Brasília inicia seus trabalhos com uma visita ao Banco Central. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, vai requisitar todos os documentos sobre o caso, inclusive os sigilosos. E avisou que vai pedir esclarecimentos até mesmo ao presidente Lula sobre supostas reuniões com o banqueiro Daniel Vorcaro, figuras do governo e do Banco Central. (senador Renan Calheiros) "O que faziam lá? O que defendiam lá? Essa conversa foi uma conversa significativa? O que na verdade foi conversado? Todos que estiveram na reunião podem colaborar com essa comissão. Ao presidente da República nós pretendemos fazer por escrito algumas perguntas sobre o fato. Se ele puder nos responder, ótimo. Isso sem dúvida que vai ajudar, que vai ajudar na investigação que pretendemos fazer". O senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, relator da CPI do Crime Organizado, acrescentou que a possível infiltração nas várias esferas da República, até na Suprema Corte, apontam para uma ação típica de organização criminosa. (senador Alessandro Vieira) "Esta República já testemunhou impedimento de presidentes da República eleitos pelo povo, já testemunhou investigações, condenações e prisões de integrantes de todos os cargos, de todos os escalões da República. E ministro de Suprema Corte não é super-herói. É gente; gente erra, gente eventualmente comete crime. E se crimes aconteceram, se erros aconteceram — e não há dúvida de que erros no mínimo aconteceram —, mas se se confirmar mais adiante que crimes foram praticados, é indispensável a responsabilização". Além da reunião no Banco Central, o grupo de trabalho planeja para breve encontros com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, e a Polícia Federal. Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.

Ao vivo
00:0000:00