Oposição reúne assinaturas para CPMI que investigará fraudes no Banco Master
Com o apoio de 42 senadores e 238 deputados federais, foi protocolado o pedido de criação da CPMI do Banco Master para investigar supostas irregularidades envolvendo a instituição financeira, entre elas, o aporte de recursos de fundos de previdência de servidores públicos. Ao citar a iniciativa da oposição, o líder do PL, senador Carlos Portinho (RJ), considera que o Congresso Nacional não pode se omitir diante das fraudes bilionárias. Já o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), destacou os trabalhos da Polícia Federal, Ministério Público e do Banco Central.

Transcrição
O requerimento de criação da CPMI do Banco Master foi protocolado com as assinaturas de 42 senadores e de 238 deputados federais, número superior ao mínimo exigido.
De iniciativa da oposição, a comissão vai investigar supostas irregularidades envolvendo a instituição, entre elas, o aporte de recursos de fundos previdenciários de servidores públicos.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de suas coligadas em novembro do ano passado ao apontar graves violações, insolvência, fraudes, alto risco operacional e incapacidade de honrar compromissos financeiros.
Segundo o BC, a instituição tinha carteiras de crédito falsas e gestão temerária.
O líder do PL, senador Carlos Portinho, do Rio de Janeiro, considera que o Congresso Nacional tem o dever de investigar as irregularidades que podem causar prejuízos bilionários.
(senador Carlos Portinho) "Em relação ao caso Master, não fazer nada não é uma opção. O meu estado do Rio de Janeiro tem bilhões enterrados no Banco Master e tem muita coisa para a gente investigar. O caso do Banco Master não é ideológico, tem zero de ideologia nisso, ele não é da direita nem da esquerda, não é do Lula nem do bolsonaro. É corrupção, é dinheiro do país e é nosso dever fazer alguma coisa. Não fazer nada não é uma opção".
O líder do PT, senador Rogério Carvalho, de Sergipe, destacou que as fraudes do Banco Master já estão sendo investigadas por autoridades competentes.
Mas avalia que o Congresso Nacional também pode auxiliar nas apurações.
(senador Rogério Carvalho) "Acredito que a Polícia Federal, o Ministério Público, a justiça e o próprio Banco Central vão esclarecer tudo isso e apontar as possíveis responsabilidades que precisam ser apuradas pela justiça. Quanto a uma posição do Congresso, o Congresso tem liberdade para fazer uma investigação paralela e colocar o holofote sobre esse tema que é um tema tão relevante, até mesmo para de forma pedagógica mostrar à sociedade os riscos que a gente está submetido quando uma fraude dessa natureza ocorre no sistema financeiro".
Uma vez apresentado, o requerimento de criação da CPMI do Banco Master precisa ser lido numa sessão do Congresso Nacional, que ainda não tem data prevista.
Até lá, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai requisitar documentos ao Banco Central e à Polícia Federal para também acompanhar o caso.
A CPI do Crime Organizado deve votar nos próximos dias requerimentos relacionados ao Banco Master. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

