Acordo comercial entre Mercosul e União Europeia chega ao Congresso — Rádio Senado
Acordo Internacional

Acordo comercial entre Mercosul e União Europeia chega ao Congresso

O Congresso Nacional recebeu na segunda-feira (2) o texto do acordo comercial Mercosul-União Europeia. Assinado em 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de pessoas. Além disso, prevê uma redução gradual de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos. O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), acredita que o acordo será votado rapidamente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

03/02/2026, 14h32 - atualizado em 03/02/2026, 14h43
Duração de áudio: 01:57
Rr Gimenez, CC BY 3.0 BR <https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.en>, via Wikimedia Commons

Transcrição
O presidente Lula enviou ao Congresso Nacional a proposta do acordo Mercosul–União Europeia, que cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de pessoas. O tratado prevê a eliminação ou redução gradual de tarifas. O Mercosul vai zerar a cobrança sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. E a União Europeia vai eliminá-la sobre 95% dos produtos do bloco sul-americano em até 12 anos. Assinado em janeiro, após 25 anos de negociações, o acordo estabelece ainda regras comuns para bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Considerado prioridade do governo e do Legislativo, o texto deverá ser votado rapidamente na Câmara dos Deputados e no Senado, como explica o senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, presidente da Comissão de Relações Exteriores. (senador Nelsinho Trad) "O presidente Hugo Motta vai fazê-la tramitar na delegação brasileira do Parlasul. A partir daquele momento, observar se vai ser em regime de urgência ou não, para ela poder tramitar pelas comissões pertinentes, Plenário; e depois mandar para o Senado. Eu conversei com os dois presidentes: O presidente Hugo vai tratar esse assunto com a maior celeridade possível. A mesma coisa o presidente Davi Alcolumbre, diante da importância que ele representa não só para o Brasil, como para o Mercosul e também para os países da Europa." Apesar da assinatura formal pelos chefes de estado, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Legislativo de cada um dos países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu. Mas no caso dos europeus, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia poderá atrasar em até dois anos essa etapa final. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

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