Senado participa dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” — Rádio Senado
Ativismo

Senado participa dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”

O Senado participa da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Meninas e Mulheres”. As ações, que começaram no Dia Nacional da Consciência Negra para discutir a dupla vulnerabilidade da mulher negra, vao até o dia 12 de dezembro. A procuradora da Mulher do Senado, a senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que o problema precisa ser enfrentado de maneira firme e incisiva. Já a diretora geral do Senado, Ilana Trombka, destacou a inclusão, na Nova Lei de Licitações, de 2% para mulheres vítimas de violência no contrato de terceirização, adotada pela Casa.

29/11/2022, 17h59 - ATUALIZADO EM 29/11/2022, 18h56
Duração de áudio: 03:03
Getty Images/iStockphoto

Transcrição
O SENADO ESTÁ PARTICIPANDO DA CAMPANHA 21 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MENINAS E MULHERES. A REPÓRTER MARCELLA CUNHA TEM OS DETALHES O Congresso está participando da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Meninas e Mulheres”. Mais de 150 países participam da iniciativa da ONU, “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, que instituiu a data em 1999 para reflexão em todo o mundo sobre a opressão violenta contra o sexo feminino. No Brasil, a iniciativa começa no dia Nacional da Consciência Negra, considerando a dupla vulnerabilidade da mulher negra. Por este motivo, o que eram apenas 16 dias, viraram “21 dias de ativismo”. No Congresso, a programação inclui, sessões solenes, seminários e palestras sobre equidade de gênero e raça, além de rodas de conversa e lançamento de livros. A procuradora da Mulher do Senado, a senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, destaca que o problema precisa da atenção de todos para ser enfrentado de maneira firme. O Brasil é um país muito machista. A história do Brasil é fortemente marcada por características como o patriarcado, o sexismo e a misoginia. São crenças, tradições e condutas cotidianas fortemente enraizadas em nossa cultura que, ao longo dos anos, levaram à naturalização da violência contra a mulher. Esse quadro é complexo e precisa ser enfrentado de maneira firme e incisiva. Nesse contexto, é fundamental dar voz às mulheres. Já a diretora geral do Senado, Ilana Trombka, chamou a atenção para a violência política sofrida por mulheres, como recente exemplo das atuais senadoras pelo Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, do União, e Simone Tebet, do MDB, enquanto concorriam à presidência da República. É necessário ouvir a narrativa dessas duas senadoras. Elas eram já agentes públicas, senadoras em mandato, e nos trazem referenciais, e narrativas do impacto da violência política, a gente pode imaginar esse impacto em outras mulheres que não são protegidas  pelo mandato ou que não são reconhecidas por suas estruturas partidárias. A violência política, não há dúvida, ela é um dos fatores que impede o crescimento do número de mulheres nos parlamentos. Ilana também ressaltou que a cota de 2% para mulheres vítimas de violência no contrato de terceirização, implementada pelo Senado, foi reconhecida na nova lei de licitações, dando mais tranquilidade para que outros gestores adotem a medida. Pelo menos 30 mulheres já foram contratadas nessa condição. As atividades vão até o dia 12 de dezembro, para finalizar a campanha em referência ao Dia Internacional dos Direitos Humanos. As ações são coordenadas pelo Comitê Permanente Pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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