Lei de combate ao bullying faz 5 anos e pandemia aparece como nova ameaça — Rádio Senado
Intimidação sistemática

Lei de combate ao bullying faz 5 anos e pandemia aparece como nova ameaça

Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos contra uma pessoa indefesa, que pode causar danos físicos e psicológicos às vítimas. O termo surgiu a partir do inglês bully, palavra que significa tirano, brigão ou valentão, na tradução para o português. A violência é praticada com o objetivo de intimidar, humilhar ou agredir fisicamente a vítima. No Brasil, a lei que criou o Programa de Combate à Intimidação Sistemática completa cinco anos nesta sexta-feira (6). Os detalhes com o repórter Pedro Pincer, da Rádio Senado.

05/11/2020, 20h40 - ATUALIZADO EM 05/11/2020, 20h40
Duração de áudio: 02:54
Foto: Wokandapix / Pixabay

Transcrição
LOC: LEI DE COMBATE AO BULLYING FAZ 5 ANOS E PANDEMIA APARECE COMO NOVA AMEAÇA LOC: PESQUISA DO UNICEF APONTA QUE 37% RESPONDERAM QUE JÁ FORAM VÍTIMAS DE CYBERBULLYING NO BRASIL. QUARENTENA PODE PIORAR CENÁRIO. O REPÓRTER PEDRO PINCER TEM OS DETALHES: TÉC: Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos contra uma pessoa indefesa, que pode causar danos físicos e psicológicos às vítimas. O termo surgiu a partir do inglês bully, palavra que significa tirano, brigão ou valentão, na tradução para o português. A violência é praticada com o objetivo de intimidar, humilhar ou agredir fisicamente a vítima. No Brasil, a lei que criou o Programa de Combate à Intimidação Sistemática completa cinco anos nesta sexta-feira. Alguns dos objetivos são instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores e dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas. Além disso, a lei estabeleceu como dever de estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e ao bullying. Autor do projeto que deu origem à lei, o ex-deputado gaúcho Vieira da Cunha diz que mais do que punir quem pratica o bullying, a intenção lei é conscientizar e prevenir sobre a questão. (Vieira da Cunha) É inegável que nesses últimos anos houve de parte principalmente das escolas uma atenção maior para esse assunto tão importante, haja vista as consequências que o mau trato do assuntou ou a omissão quanto a esse assunto causa principalmente no rendimento escolar e também nos índices de evasão Pesquisa do Unicef aponta que no Brasil, 37% dos entrevistados afirmaram já ter sido vítima de cyberbullying. Além disso, 36% dos adolescentes brasileiros informaram já ter faltado à escola após ter sofrido bullying online de colegas de classe, tornando o Brasil o país com a maior porcentagem nesse quesito na pesquisa. A senadora Zenaide Maia, do Pros do Rio Grande do Norte, pede que a lei puna com mais rigor quem praticar o bullying (Zenaide Maia) Acredito que podemos intensificar ainda mais esse debate com a sociedade, criando campanhas educativas de conscientização e por último rever as punições já previstas em lei. REP: A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Raquel Gallinatti, diz que a lei é um marco na defesa das vítimas de bullying no país, mas diz que a prática precisa ser tipificada como crime. (Raquel Gallinatti) Causam um grande dano moral e principalmente psicológico imensurável nas vítimas. Os pais devem ficar sempre atentos às atividades dos filhos na internet e verificar seus celulares e e-mails. O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola é em 7 de abril em homenagem às vítimas da tragédia que ficou conhecida como Massacre de Realengo, no Rio de Janeiro. Da Rádio Senado, Pedro Pincer.

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