Especialistas não acreditam em votação rápida da PEC paralela da Previdência — Rádio Senado
Reforma da Previdência

Especialistas não acreditam em votação rápida da PEC paralela da Previdência

Às vésperas da votação da Reforma da Previdência (PEC 06/2019) na Comissão de Constituição e Justiça, especialistas discutiram na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) os alcances da PEC paralela, que acrescenta pontos não abordados pelo texto aprovado na Câmara. Eles avaliam que ainda deve demorar bastante até que a proposta alternativa seja votada.

 

Veja a íntegra da audiência pública aqui.

30/09/2019, 13h21 - ATUALIZADO EM 30/09/2019, 14h18
Duração de áudio: 01:56
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza audiência pública para debater Previdência e Trabalho, com foco na PEC Paralela. 

Mesa:
representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte, Daniel Lages Wardil;
representante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise de Paula Romano;
deputado Rogério Correia (PT-MG);
presidente da CDH, senaor Paulo Paim (PT-RS);
advogado e pofessor Arthur Barreto;
presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Vilani Oliveira.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
LOC: ÀS VÉSPERAS DA VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DISCUTE OS ALCANCES DA PEC PARALELA. LOC: DEBATEDORES NÃO ACREDITAM EM VOTAÇÃO RÁPIDA DA CHAMADA DA PROPOSTA ALTERNATIVA, QUE INCLUI ESTADOS E MUNICÍPIOS NAS NOVAS REGRAS. REPORTAGEM DE JOSÉ ODEVEZA. (Repórter) Para os especialistas convidados da Comissão de Direitos Humanos, a chamada PEC paralela é um atestado de que a Reforma da Previdência não está pronta para ser votada. O advogado e professor de Direito Previdenciário, Diego Cherulli, não acredita numa votação rápida da PEC Paralela, que inclui estados e municípios e taxa as entidades filantrópicas. (Diego Cherulli) A PEC paralela é o maior engodo jurídico desse país. Começa pelo seguinte, o Senado está carimbando o atestado de incompetência. É pesada a palavra, é! Mas não está acontecendo outra coisa. O Senado está falando, a PEC 06 está errada, mas mesmo assim eu vou aprovar e vou mandar uma proposta paralela para consertar o erro que eu estou aprovando. Isso aqui pessoal não é saco de pão para ficar escrevendo poesia. É a Constituição Federal. (Repórter) O senador Jorge Kajuru, do Cidadania de Goiás, disse que é inadmissível votar a Reforma da Previdência sem que a população conheça os impactos negativos das novas regras de aposentadoria. (Jorge Kajuru) É uma pena que vai ser a primeira votação amanhã. Nós tínhamos que esperar mais, por um motivo, para que a população entenda a reforma da Previdência, porque ela não sabe nada. (Repórter) A coordenadora- geral da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, Maria Lúcia Fattorelli, responsabilizou o mercado financeiro pela crise econômica, usada pelo governo para justificar a Reforma da Previdência. (Maria Lúcia Fattorelli) Em resumo, essa crise fabricada beneficiou os bancos durante a produção da crise e os mecanismos, os remédios - na verdade venenos - usados para combater a crise, de novo beneficia os bancos. Bom, é nessa conjuntura que sugere essa Reforma da Previdência. (Repórter) O relatório do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, deverá ser votado nesta terça-feira pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Plenário em primeiro turno.

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