Pioneira do feminismo pode ter nome entre Heróis e Heroínas da Pátria — Rádio Senado
Proposta

Pioneira do feminismo pode ter nome entre Heróis e Heroínas da Pátria

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou o Projeto (PL 1397/2019), do senador Styvenson Valentin (Podemos – RN), que propõe a inclusão do nome de Nísia Floresta, pioneira da defesa dos direitos das mulheres, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, criado em 1989. As páginas de aço listam personalidades fundamentais para a história nacional, como Tiradentes e Zumbi dos Palmares. A coletânea fica exposta no Panteão da Pátria Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. As informações com a repórter Raquel Teixeira.

30/08/2019, 15h44 - ATUALIZADO EM 25/05/2022, 17h38
Duração de áudio: 01:35
Reprodução / Wikipedia

Transcrição
LOC: APROVADO PROJETO 1397 DE 2019 QUE INCLUI O NOME DE NÍSIA FLORESTA NO LIVRO Dos HERÓIS E HEROÍNAS DA PÁTRIA, CRIADO EM 1989. LOC: A COLETÂNEA COM PÁGINAS DE AÇO LISTA PERSONALIDADES FUNDAMENTAIS PARA A HISTÓRIA NACIONAL, COMO TIRADENTES E ZUMBI DOS PALMARES, E FICA EXPOSTA NO PANTEÃO DA PÁTRIA TANCREDO NEVES, NA PRAÇA DOS TRÊS PODERES, EM BRASÍLIA. REPÓRTER RAQUEL TEIXEIRA. (Repórter) Dionísia Gonçalves Pinto, ou Nísia Floresta Brasileira Augusta, como era conhecida, foi uma grande defensora dos direitos das mulheres no século 19. Considerada precursora do feminismo no Brasil, ela também se dedicou à luta abolicionista e aos ideais republicanos. O senador Eduardo Girão, do Podemos do Ceará, conta um pouco sobre a vida da homenageada. (Eduardo Girão) Em 1832, publicou seu primeiro livro: Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens, obra pioneira na abordagem dos direitos das mulheres e igualdade de gênero no País. Ao todo, publicou mais de quinze livros. Mulher reconhecidamente à frente de seu tempo, fundou colégios para meninas no Recife, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. (Repórter) Styvenson Valentim, do Podemos do Rio Grande do Norte, destaca que esse é um reconhecimento por toda a luta da educadora pelos direitos humanos. (Styvenson Valentim) Não é um reconhecimento de um estado, de uma cidade, é reconhecer o sexo feminino, que num momento conturbado que foi o século 19, várias revoluções, várias revoltas, ter se manifestado em defesa de abolicionistas, em defesa do sexo feminino e ter colocado educação para as mulheres. (Repórter) Na década de 40, Nísia foi para a Europa e teve contato com intelectuais e diversas correntes filosóficas, defendendo o feminismo até o fim de sua vida. Ela morreu na França em 1885, e em 1954 seus restos mortais foram levados para sua cidade natal, Papari, no Rio Grande do Norte, que passou a ser chamada de Nísia Floresta.

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