Renan adia sessão de devolução simbólica do mandato de João Goulart — Rádio Senado

Renan adia sessão de devolução simbólica do mandato de João Goulart

LOC: O PRESIDENTE DO SENADO, RENAN CALHEIROS, ADIOU A SESSÃO QUE DEVOLVERÁ SIMBOLICAMENTE O MANDATO PRESIDENCIAL A JOÃO GOULART. 

LOC: ELE TEVE SEU MANDATO RETIRADO EM DOIS DE ABRIL DE MIL 964, PELO ENTÃO PRESIDENTE DO SENADO, AURO DE MOURA ANDRADE. A REPORTAGEM É DE LUCYENNE LANDIM. 

(Repórter) A sessão solene estava inicialmente marcada para a última quarta-feira, dia 11, mas foi adiada devido à dificuldade encontrada pela família e outros convidados para chegarem a Brasília a partir do Rio Janeiro devido às fortes chuvas na capital fluminense. A nova data agendada é o dia 18, quarta-feira. Jango vai receber de volta o mandato de presidente da República por causa de um projeto, aprovado no fim de novembro, que torna nula a sessão de dois de abril de mil 964, quando o então presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República. Na ocasião, o senador afirmou que João Goulart havia deixado o país sem permissão do Congresso Nacional. O projeto foi apresentado pelos senadores Randolfe Rodrigues, do PSOL de Amapá, e Pedro Simon, do PMDB do Rio Grande do Sul. A justificativa é que Jango não estava no exterior naquela data, mas em Porto Alegre, onde foi se encontrar com forças contrárias ao golpe militar, como explica o senador Pedro Simon.

(Pedro Simon) O argumento seria de que foi o Congresso que decretou a cassação do mandato de João Goulart, por que ele estava fora do país, em lugar incerto e não sabido. Baseado nisso cassaram o mandato. E hoje ficou provado, mais do que provado, que ele estava em território brasileiro, ele estava em Porto Alegre, na casa do comandante do terceiro exército. 

(Repórter) João Goulart morreu em seis de dezembro de mil 976, na cidade de Corrientes, na Argentina. Em novembro, os restos mortais do ex-presidente foram exumados para que seja apurado se ele realmente foi vítima de um ataque cardíaco ou se foi assassinado. No dia seis de dezembro, a ossada foi devolvida ao jazigo da família em São Borja, no Rio Grande do Sul. 
12/12/2013, 04h36 - ATUALIZADO EM 12/12/2013, 04h36
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