Tragédia levanta possibilidade de debate sobre uso de armas no país — Rádio Senado

Tragédia levanta possibilidade de debate sobre uso de armas no país

LOC: A TRAGÉDIA OCORRIDA NO RIO DE JANEIRO LEVANTOU A POSSIBILIDADE DE O SENADO VOLTAR A DEBATER O CONTROLE DAS ARMAS NO PAÍS.

LOC: A OPINIÃO É DO PRESIDENTE DO SENADO, JOSÉ SARNEY. O SENADOR MARCELLO CRIVELLA, DO PRB DO RIO DE JANEIRO, JÁ PROPÔS A CRIAÇÃO DE UMA CPI SOBRE O TRÁFICO DE ARMAS NAS FRONTEIRAS BRASILEIRAS.
 
Ao manifestar o seu pesar pela tragédia ocorrida no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, o senador Marcelo Crivella, do PRB do Rio de Janeiro, lembrou que é autor de um requerimento que cria uma CPI para investigar o tráfico de armas nas fronteiras. O senador afirmou que já tem o número de assinaturas necessárias para criar a CPI e que os senadores devem dar atenção ao tema. (CRIVELA) O Brasil tem apenas uma fábrica de munição que é a companhia brasileira de cartuchos que eu suspeito esteja exportando muita munição para a Bolívia, Peru, Paraguai e essa munição volte contrabandeada e caia na mão de loucos, assassinos, traficantes, nas grandes cidades do Rio de Janeiro. Nós precisamos averiguar isso. (PAULA) O presidente do Senado, José Sarney, do PMDB do Amapá, concordou que a Casa deve entrar no debate sobre o uso e a venda de armas no país. Sarney lembrou que o Congresso já levantou o assunto que deu origem ao referendo sobre a proibição do comércio de armas no Brasil. Ele afirmou que o episódio trágico ocorrido no Rio de Janeiro, mostra à população que a liberação do comércio de armas deve ser revista. (SARNEY) Esse fato que aconteceu mostra a necessidade de realmente se proibir as armas. Dizer não às armas. E isso aí vai ter que provocar de novo uma revisão daquilo tudo que não foi aceito no plebiscito porque com crime organizado diariamente esses fatos que ocorrem no nosso país nós não podemos aceitar de maneira nenhuma que se venda livremente armas no Brasil. (PAULA) Em 2005, dois terços dos eleitores votaram em plebiscito contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no país. Atualmente, o Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, restringe a posse e o uso de armas de fogo a policiais, empresas de segurança, desportistas, caçadores ou mediante autorização da Polícia Federal.
07/04/2011, 06h47 - ATUALIZADO EM 07/04/2011, 06h47
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