Feriadão pode elevar índice de abstenção no 2º turno — Rádio Senado

Feriadão pode elevar índice de abstenção no 2º turno

LOC: COM O FERIADO DE FINADOS NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA E O DIA DO SERVIDOR PÚBLICO TRANSFERIDO PARA A SEGUNDA, MUITOS BRASILEIROS PODEM DEIXAR DE COMPARECER ÀS URNAS NO DOMINGO. 

LOC: A PREOCUPAÇÃO LEVOU OS DOIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DE REPÚBLICA, DILMA ROUSSEF, DO PT, E JOSÉ SERRA, DO PSDB, A PEDIREM AOS ELEITORES PARA QUE SÓ VIAGEM DEPOIS DE VOTAR. 

LOC: NO PRIMEIRO TURNO, O ÍNDICE DE ABSTENÇÃO JÁ FOI CONSIDERADO ALTO: 18 POR CENTO. 

TÉC: Dados históricos comprovam que no segundo turno das eleições os índices de abstenção são maiores que no primeiro. Neste ano, com o feriado prolongado por causa do dia de finados, na terça, e do servidor público, transferido para a segunda-feira, o comparecimento dos brasileiros às urnas pode ser ainda menor. As previsões são de que a abstenção pode chegar a 22 por cento. No primeiro turno, o índice de abstenção registrado em todo o país foi de 18,12%, ou seja, 24 milhões e 600 mil pessoas deixaram de votar. Mas neste feriadão, justificar a ausência não é a única solução para quem estará fora de casa. Dos quase 136 milhões de eleitores brasileiros, cerca de 76 mil e 500 solicitaram o chamado voto em trânsito, inaugurado nestas eleições de 2010. Pela primeira vez, quem estiver fora do domicílio eleitoral pode escolher o próximo presidente da República. Mas para isso tiveram que se cadastrar na Justiça Eleitoral entre os meses de julho e agosto. E mesmo os eleitores que não votaram no 1º turno podem votar normalmente neste domingo. A regra também vale para quem ainda não justificou a ausência no dia 3 de outubro, uma vez que o prazo vai até 3 de dezembro. A ausência em cada turno da eleição deve ser justificada individualmente, e a pessoa que não votar em três eleições consecutivas, não justificar a ausência e não quitar a multa terá a inscrição cancelada e poderá ser excluída do cadastro de eleitores. O senador Eduardo Suplicy, do PT de São Paulo, destacou a importante decisão que o povo brasileiro deve tomar neste domingo: (SUPLICY) Feliz é o Brasil por estar vivendo um processo democrático, algumas pessoas se sentem sem muita vontade de votar em virtude dos procedimentos que, por vezes, acontecem tanto aqui no Congresso Nacional quanto na campanha política. Precisamos considerar que, embora houvesse um número extraordinário, de mais de 135 milhões de eleitores inscritos, apenas aproximadamente 100 milhões compareceram, o que significa que foi muito alto o número de abstenções, de votos nulos e de votos em branco. (REP) Para o senador Pedro Simon, do PMDB gaúcho, as eleições mostram que, mesmo com alguns problemas, a democracia brasileira está completa: (SIMON) Fizemos uma eleição na mais absoluta normalidade. Estamos consolidando a democracia no país e isso é importante, [estamos] vivendo um longo período de democracia efetiva, dos mais longos da República. (REP) Segundo o TSE, as eleições de 2006 tiveram o menor índice de abstenção até o momento. No primeiro turno, chegou a 16,75% do eleitorado brasileiro. Mas no segundo turno, subiu para quase 19 por cento. Lula foi reeleito, com 60 por cento dos votos, e Geraldo Alckmin foi derrotado, com 39 por cento. Em 2005, no referendo do desarmamento, o índice de ausentes às urnas foi de quase 21%. Já nas eleições de 2002, a abstenção no primeiro turno foi de 17%; e no segundo turno, chegou a 20%. Naquela votação, Lula obteve 61 por cento dos votos, e o candidato José Serra ficou com 38%.
28/10/2010, 00h14 - ATUALIZADO EM 28/10/2010, 00h14
Duração de áudio: 03:49
Ao vivo
00:0000:00