Sergio Mendes Brazilian Bag — Rádio Senado
Improviso

Sergio Mendes Brazilian Bag

O bom e antigo jazz do Brasil é o que temos no Improviso desta semana. E o pianista Sérgio Mendes é quem nos traz o melhor jazz de raiz brasileira. Ele abriu o programa desta noite com o tema Favela – que é um dos nomes da composição de Tom Jobim e Vinícius de Morais, O Morro não tem vez.

Esta é uma faixa do primeiro álbum que Sérgio Mendes gravou nos Estados Unidos, para o selo Capitol, em 1965, e que ficou no ostracismo. O disco se chama In The Brazilian Bag!, com o Sérgio Mendes Trio. Sérgio Mendes, no piano; Sebastião Neto, no baixo; e Chico Batera, na bateria. Esse álbum foi reeditado depois, pelo selo Tower Records com o título de Brasil '65, tentando pegar carona no sucesso do Brasil 66, de Sérgio Mendes, que tinha estourado do mundo, mas não deu certo o disco continuou esquecido.

Para nossa sorte, o In The Brazilian Bag!, foi reeditado, há pouco, no Japão e está agora disponível nas principais plataformas de música on lineO disco registra a performance do jovem pianista, então com 24 anos, nascido em Niterói e formado em jazz no Beco da Garrafas, no Rio de Janeiro. Foi de lá que Sergio Mendes saiu para ir tentar a vida de músico de jazz nos Estados Unidos. O pianista acabou ganhando fama ao fazer a bossa nova parecer mais pop e o pop se parecer à bossa nova, com o seu conjunto Brasil 66. 

Mas é a raiz do jazz brasileiro que está presente nos primeiros álbuns de Sérgio Mendes, como neste In The Brazilian Bag!. O disco tem ainda as participações especialíssimas de Rosinha de Valença, no violão; Bud Shank, no sax e na flauta; e Wanda Sá, nos vocais. 

*Originalmente veiculado em 26/04/24

02/01/2026, 12h00
Duração de áudio: 54:04
Raph_PH, CC BY 2.0 <https://creativecommons.org/licenses/by/2.0>, via Wikimedia Commons
54:04Sergio Mendes Brazilian Bag
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