Boletim.leg - Edição das 22h

Transcrição
COMISSÃO DE AGRICULTURA PODE ANALISAR PROJETO QUE PRIORIZA LOTES DA REFORMA AGRÁRIA PARA MULHERES
Na distribuição dos lotes, terão prioridade as trabalhadoras rurais responsáveis sozinhas pela família e as vítimas de violência doméstica.
INDÍGENAS QUEREM APOIO DO SENADO PARA RECUPERAR ÁREAS DESTRUÍDAS PELO GARIMPO
... EU SOU TIAGO MEDEIROS E ESTE É O BOLETIM PONTO LEG
MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E MÃES QUE CRIAM OS FILHOS SOZINHAS PODEM TER PRIORIDADE NA DISTRIBUIÇÃO DE TERRAS DA REFORMA AGRÁRIA.
O PROJETO ESTÁ PRONTO PARA SER VOTADO PELA COMISSÃO DE AGRICULTURA. REPÓRTER MARCELLA CUNHA
A proposta altera a Lei da Reforma Agrária para facilitar a titulação de terras em nome de mulheres trabalhadoras da agricultura familiar.
Na distribuição dos lotes, terão prioridade as trabalhadoras rurais responsáveis sozinhas pela família e as vítimas de violência doméstica.
Para a senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso do Sul, a medida amplia a autonomia econômica das mulheres e a proteção de grupos vulneráveis.
Porque isso dá segurança. Nós temos muito alcoolismo na área rural, e, às vezes, o marido vai embora e deixa a mulher com quatro, cinco filhos para criar, quando não quer que ela saia do lote nos assentamentos. Elas, tendo a segurança do título de propriedade da sua terra, para poder buscar crédito, e tendo assistência técnica, podem fazer a diferença.
As regras serão detalhadas em regulamento, depois de consulta pública. O projeto também beneficia famílias rurais com pessoas com deficiência.
A PAUTA CLIMÁTICA AVANÇOU NO PRIMEIRO SEMESTRE NO SENADO.
PROJETOS QUE DEVEM SER ANALISADOS COM RAPIDEZ COM A CHEGADA DO FENÔMENO EL NIÑO. REPÓRTER CESAR MENDES.
O El Niño é um fenômeno climático natural que causa o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, alterando os ventos e a distribuição das chuvas em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil. Este ano o pico será entre outubro e dezembro, mas fortes ventanias, chuvas torrenciais e um tornado registrados nos últimos dias no país alertam que propostas de enfrentamento das mudanças do clima devem ter prioridade.
É o caso do projeto aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos e, agora, em análise na Comissão de Meio Ambiente que cria o Programa Nacional do Metano Zero, do senador Fernando Dueire, do PSD de Pernambuco.
(senador Fernando Dueire) "Esse projeto estimula tecnologias e a recuperação energética de resíduos".
Na Comissâo de Meio Ambiente foram aprovadas a criação das políticas de Fomento à Agricultura Regenerativa, do senador Sérgio Petecão, do PSD do Acre, e de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, de Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, além do Mapa do Caminho Brasileiro da Transição Justa para a Economia de Baixo Carbono, do senador Beto Faro, do PT do Pará, agora em análise na Comissão de Constituição e Justiça.
PESQUISADORES INDÍGENAS DAS REGIÕES NORTE E CENTRO-OESTE VISITARAM O SENADO NESTA QUINTA-FEIRA PARA PARTICIPAR DE UMA REUNIÃO COM CONSULTORES LEGISLATIVOS E REPRESENTANTES DO PORTAL E-CIDADANIA NA COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE. REPÓRTER MARCELA DINIZ.
Os pesquisadores indígenas que visitaram o Senado são dos povos Yanomami, Munduruku e Enawenê Nawê. Os objetivos da visita foram conhecer mais o Senado e investir na incidência política em busca de apoio a projetos de recuperação ambiental em áreas destruídas pelo garimpo. As lideranças também querem a total desintrusão de seus terrítórios. O pesquisador Reginaldo Poxo Munduruku explicou que os indígenas precisam do Parlamento, inclusive no orçamento, para garantir recursos para ações socioambientais:
(Reginaldo Poxo) "A gente tem como objetivo restaurar 106 hectares dentro do nosso território. A nossa região foi degradada pelo garimpo ilegal, então, tudo isso impactou a nossa saúde - dos povos indígenas -, a vida da flora, como palmeiras, açaizeiros; contaminou, também, o nosso alimento, o peixe."
Em reunião com consultores do Senado na Comissão de Meio Ambiente, os pesquisadores indígenas ficaram sabendo, por exemplo, da oficina legislativa oferecida pelo E-cidadania, portal por meio do qual é possível sugerir uma ideia que poderá virar um projeto de lei de verdade. O secretário do colegiado, Airton Aragão Jr., explica que essa ferramenta pode ser útil, por exemplo, nas escolas indígenas:
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