Conexão lilás: Senado lança programa para usar tecnologia em defesa da mulher
09/07/2026, 20h54
O Senado Federal vai capacitar jovens mulheres entre 14 e 18 anos, estudantes de escolas públicas, para desenvolver um aplicativo voltado ao combate à violência contra a mulher. Elas farão parte do programa Conexão Lilás – Tecnologia Pela Vida da Mulher, com duração de quatro meses, entre agosto e novembro.
O programa segue o modelo chamado “inovação social cooperativa”, em que as participantes não competem entre si, mas formam uma equipe de desenvolvimento de um software.
O Conexão Lilás foi lançado no Salão Nobre, nesta quarta-feira (8), pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre. Ele destacou o objetivo do programa de ensino.
— O que estamos fazendo aqui é abrir o Senado Federal para que vocês possam se dedicar a uma agenda de tecnologia, de conhecimento, de capacitação e de defesa de todas as mulheres brasileiras. Vocês vão estar mais preparadas para enfrentar os próximos passos que a vida guarda para vocês — afirmou Alcolumbre.
Educação contra a violência
Nesta primeira edição, as participantes são as filhas e netas de trabalhadoras terceirizadas do Senado. A intenção é formar uma geração de jovens que multiplique os conhecimentos nas escolas, por exemplo. Do total de 40 adolescentes contempladas, 19 participaram da solenidade de lançamento, acompanhadas de sus mães, pais e avós, colaboradoras e colaboradores terceirizados que trabalham na Casa.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) participou da solenidade e ressaltou que o caminho para mudar o cenário de violência contra as mulheres está na educação e, para ela, a capacitação das jovens em tecnologia faz parte desse processo.
— É a única maneira de diminuir a violência contra mulheres. A gente sabe que existe um machismo arraigado e que a gente só muda através da educação— afirmou.
Para a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, a Casa já faz um importante trabalho no âmbito das leis que protegem a vida de mulheres mas, com o Conexão Lilás, poderá contribuir para formar uma nova geração de luta contra a violência contra a mulher.
— Se nós pudermos mudar o mundo por meio da legislação, por meio das normas, nós já fizemos bastante. Mas se pudermos introjetar isso dentro da vida de cada uma das meninas e dos meninos brasileiros por meio de um app que esse grupo de meninas vai nos entregar em novembro, nós podemos muito mais — disse.
Plataforma
Segundo o diretor executivo do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), Nilo Bairros, que organiza o programa, a maior parte das aulas será à distância, com conteúdo na Plataforma Saberes, material didático e chip de dados para garantir o acesso às aulas. As aulas presenciais serão realizadas no laboratório de informática do ILB.
O conteúdo é dividido nos seguintes módulos:
- gênero e sociedade;
- cidadania e direitos;
- tecnologia e inovação;
- e desenvolvimento de aplicativos.
Parceria
O Conexão Lilás foi desenvolvido em parceria com a chefe de gabinete da Presidência do Senado, Ana Paula de Magalhães Lima, e a diretora interina da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro.
Conta com o apoio da Bancada Feminina do Senado e mobilizada várias áreas do Senado: Núcleo de Coordenação de Ações de Diversidade, Equidade e Inclusão da Diretoria-Geral (NUDIV), Serviço de Promoção à Saúde e Segurança do Trabalho (SEPAST), Núcleo de Gestão de Contratos de Terceirização (NGCOT) e da Coordenação de Informação (COINF), garantindo a conformidade com o Estatuto d Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A execução técnica será acompanhada por parceria externa especializada, representada pelo grupo “Divas Digitais: Meninas e Mulheres que criam APPs”, da Universidade Federal do Sul e do Sudeste do Pará (Unifesspa), sob supervisão da Coordenação de Tecnologia da Universidade, além da participação das integrantes do Divas Digitais como mentoras das células de TI.
Pesquisa em todas informações que aparecem na página da matéria, como ementa, apelido, tramitação, descrição dos arquivos anexados, etc.
Exemplos de busca: PLS 50/1990, crimes hediondos, "rol dos crimes hediondos"




