Caminhão-museu mostra processo da independência e seguirá pelo país

A partir desta quinta-feira (23) o público da 36ª Feira do Livro de Brasília poderá visitar o caminhão-museu com a exposição Itinerários da Independência com entrada gratuita. A mostra é uma das ações comemorativas do Bicentenário da Independência do Brasil promovidas pelo Senado Federal em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A exposição será aberta nesta quinta, às 11h, com uma visita guiada para  a imprensa com a presença do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), presidente da Comissão Especial Curadora do Senado para o Bicentenário da Independência, e da historiadora e professora da UFMG Heloisa Starling, que também integra a comissão.

O caminhão, que conta com modernos recursos tecnológicos, está estacionado na frente do Museu Nacional da República na entrada da feira do livro e estará aberto para visitação das 9h às 22h até o domingo (26). Depois seguirá para Prados (MG), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Recife (PE) até outubro, em datas a serem divulgadas. As cidades foram escolhidas pela importância no processo da independência.

Exposição itinerante

Desenvolvido pelo Projeto República da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) entre as atividades da Comissão Especial Curadora do Bicentenário da Independência do Brasil no Senado Federal, a exposição Itinerários da Independência usa diferentes recursos expográficos, audiovisuais e bibliográficos para contar a história dos vários projetos e conflitos políticos que existiram em torno da Independência do Brasil.

A exposição apresenta ao visitante diversas oportunidades para conhecer um pouco mais sobre essa história, com o acompanhamento de 5 monitores.

O Caminhão Museu conta com os seguintes ambientes:

  1. Sala de cinema com projeções de vídeos curtos, como videoanimações, sobre o tema da Independência.
  2. Sala de realidade virtual onde o visitante poderá ser fotografado participando de dois momentos históricos destes itinerários.
  3. Biblioteca equipada com livros e HQs sobre a Independência, além de oito computadores, onde o visitante poderá escutar podcasts e acessar ao site Itinerários Virtuais da Independência – realização da UFMG em conjunto com a Comissão Especial Curadora do Bicentenário da Independência do Brasil no Senado Federal.
  4. Onze painéis com reproduções de obras de artistas, brasileiros e estrangeiros – inclusive contemporâneos. Estes painéis remetem a eventos emblemáticos destes itinerários nas diferentes províncias e nas Independências das Américas que, de alguma maneira, tiveram ressonância no Brasil.
  5. Painéis instagramáveis com dois personagens exemplares da luta pela Independência no Brasil.
  6. Vira-ViraAs mulheres que estavam lá.  Havia mulheres decididas a governar as próprias vidas, que ameaçavam as convenções morais e sociais estabelecidas e dispostas a desafiar o mundo proibido da participação política. Também levaram a sério um projeto de Independência para o Brasil. Viveram esse projeto de maneiras diferentes, partiram de patamares sociais desiguais, e atuaram de forma diversa: algumas dessas mulheres empunharam armas, outras se engajaram no ativismo político. Mas todas elas recusaram o lugar subalterno que lhes era reservado. Apesar disso, até hoje sabemos pouco – ou quase nada – sobre a história dessas mulheres e o modo como se posicionaram de diferentes maneiras no centro da cena pública durante a Independência do Brasil. Seu protagonismo continua esquecido. São elas: Hipólita Jacinta Teixeira de Melo; Bárbara de Alencar; Ana Maria José Lins; Maria Felipa de Oliveira; Maria Clemência da Silveira Sampaio; Maria Quitéria de Jesus; Imperatriz Leopoldina; Uma menina baiana.

O processo da independência

Vista do Rio de Janeiro, a Independência concebeu a ideia de Império. Um meio eficaz de manter a unidade territorial da antiga colônia, concentrar poder e preservar a escravidão – criou a matriz de configuração do Estado brasileiro. Mas não foi o nosso único projeto de Independência.

Em 1817, Pernambuco abriu o ciclo revolucionário da Independência. Sustentou um programa de emancipação libertário e radical: federalista, republicano e voltado para a garantia do princípio de autogoverno provincial. O ciclo revolucionário da Independência se estendeu até 1824, com a Confederação do Equador. É a nossa outra Independência, como definiu o historiador Evaldo Cabral de Mello.

No Sul, a Banda Oriental já enfrentava uma conjuntura de guerra antes mesmo de ser incorporada ao Reino do Brasil, tornando-se a província Cisplatina (atual Uruguai). Na Bahia, uma guerra contra as tropas portuguesas dominou o cenário da Independência e se estendeu até 1823. No Piauí, numa das batalhas mais sangrentas da Independência, 200 brasileiros foram mortos a tiros de canhão, no leito seco do rio Jenipapo. O Grão-Pará e o Maranhão recusaram a Independência. Seu projeto político defendia permanecer na condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.

Saiba mais sobre as comemorações do Bicentenário da Independência aqui.

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