Editorial

A vaquejada é uma fronteira econômica e cultural peculiar porque compreende a forte tradição rural do Brasil sob o impacto das mutações produzidas pelos novos formatos de negócio, em particular aqueles engendrados na seara da agroindústria, e pelo ambiente da tecnologia da informação e do entretenimento urbano. O resultado é a metamorfose das brejeiras pegas de boi na Caatinga, antes protagonizadas por sertanejos envergando gibões e chapéus de couro, em eventos de todos os portes, nos quais vaqueiros atletas vestindo camiseta e boné cavalgam em pistas de areia e quartos de milha são levados a leilão. Concursos de rainhas e shows com bandas de forró e artistas praieiros são outros ingredientes de um modelo econômico-cultural que troca rapidamente formas autóctones de produção e divertimento pelo aumento da produção, da receita e do consumo.

Essa atualização, que mais recentemente introduziu procedimentos para amenizar danos aos animais, não blindou a nova arena contra a rejeição de novíssimas correntes de opinião. Leia mais

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