Jornal do Senado

Transcrição
EU SOU PAULA GROBA
E EU SOU UMBERTO PINHEIRO
E ESTES SÃO OS DESTAQUES DE HOJE DO JORNAL DO SENADO, QUE COMEÇA AGORA
VACINAÇÃO GRATUITA CONTRA HERPES-ZÓSTER PODE SER AMPLIADA PARA MAIORES DE 50 ANOS
PROJETO PREVÊ ESCOLHA DE MOTORISTAS MULHERES POR PASSAGEIRAS EM APLICATIVOS
SENADO ANALISA PROPOSTAS QUE REFORÇAM FISCALIZAÇÃO DAS CATEGORIAS DE BASE NO ESPORTE
BOA NOITE! O MINISTÉRIO DA SAÚDE ANUNCIOU A DECISÃO DE NÃO INCORPORAR NO CALENDÁRIO OBRIGATÓRIO DO SUS A VACINAÇÃO CONTRA O HERPES-ZÓSTER PARA QUEM TEM MAIS DE 80 ANOS E PESSOAS IMUNOCOMPROMETIDAS COM 18 ANOS OU MAIS.
SEGUNDO A PASTA, O CUSTO DA IMUNIZAÇÃO FICARIA EM TORNO DO 5,2 BILHÕES DE REAIS EM CINCO ANOS. MAS A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DO SENADO PODE ANALISAR UM PROJETO QUE GARANTE ESSA VACINAÇÃO. REPÓRTER ALEXANDRE CAMPOS.
A proposta da senadora Doutora Eudócia, do PL de Alagoas, previa a imunização para pessoas com mais de 60 anos. Mas o relatório da senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, garante a vacinação pelo SUS para pessoas com mais de 50 anos ou para aquelas com mais de 18 anos que apresentarem algum comprometimento do sistema imunológico.
Para Mara Gabrilli, a justificativa de alto custo apresentada pelo governo não se sustenta.
A doença traz sérias complicações, custos com tratamentos, inclusive ao governo. Além disso, a disponibilidade da vacina em laboratórios privados não atende a quem mais precisa, já que em sua grande maioria são dependentes de aposentadoria ou benefícios previdenciários como principal fonte de renda.
O herpes-zóster é causado pelo mesmo vírus da catapora, que, depois de ficar inativo no organismo, pode voltar a agir, especialmente em pessoas idosas. Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas desaparecem, mesmo sem tratamento, e em alguns casos pode haver complicações na pele, olhos, ouvidos e sistema nervoso.
E A DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE O ATENDIMENTO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA PODERÁ PASSAR A INTEGRAR A PROGRAMAÇÃO DE A VOZ DO BRASIL. A COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SENADO PODE ANALISAR O PROJETO QUE PREVÊ ESSA MEDIDA.
A PROPOSTA JÁ CONTA COM RELATÓRIO FAVORÁVEL E PODE SER VOTADA APÓS O RECESSO PARLAMENTAR. REPORTAGEM DE LANA DIAS.
O jornal tem uma hora de duração, com 25 minutos dedicados ao Executivo, 20 à Câmara dos Deputados, 10 ao Senado, 5 ao Judiciário além de informações sobre o Tribunal de Contas da União. O projeto em análise ainda reserva um minuto à divulgação de informações sobre os serviços de enfrentamento à violência contra a mulher.
A relatora da proposta, senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, também defendeu o texto na Comissão de Direitos Humanos. Para ela, a medida permite que as informações cheguem até os locais mais distantes no país.
Esse programa, criado em 1935 e considerado o mais antigo do país ainda em funcionamento - e com grande audiência -, apresenta o meio de comunicação oficial com maior penetração em áreas remotas e em comunidades vulneráveis. Além disso, sua transmissão diária, de segunda a sexta-feira, garante a repetição das informações, aspecto fundamental para a fixação do conhecimento sobre os serviços disponíveis na população-alvo.
De autoria da deputada Lídice da Mata, do PSB da Bahia, o projeto pode seguir para sanção, se for aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia e não houver pedido para votação no Plenário do Senado. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.
O SENADO PODE ANALISAR UM PROJETO DE LEI QUE PERMITE ÀS PASSAGEIRAS ESCOLHER MOTORISTAS MULHERES AO SOLICITAR CORRIDAS POR APLICATIVOS DE TRANSPORTE. PELO TEXTO, A OPÇÃO DEVERÁ SER OFERECIDA DE FORMA CLARA NAS PLATAFORMAS, SEM CUSTO ADICIONAL PARA AS USUÁRIAS. A PROPOSTA TAMBÉM BUSCA AMPLIAR O NÚMERO DE CONDUTORAS, INCENTIVANDO A IGUALDADE DE OPORTUNIDADES NO SETOR.
O AUTOR DA MEDIDA É O SENADOR ROGÉRIO CARVALHO, DO PT DE SERGIPE. PARA ELE, O PROJETO AUMENTA A SEGURANÇA E A COMODIDADE DAS PASSAGEIRAS. A PROPOSTA AGUARDA ANÁLISE NAS COMISSÕES TEMÁTICAS.
“Dá mais conforto às mulheres que usam transporte por aplicativo, para que elas possam escolher se querem serem transportadas por um veículo dirigido por uma mulher ou se pode ser por um homem. Isso é para dar opção”.
A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DO SENADO DEVE ANALISAR AINDA NESTE ANO UM PROJETO QUE INTEGRA OS CENTROS-DIA PARA IDOSOS AO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL.
A PROPOSTA BUSCA FORTALECER O ATENDIMENTO A IDOSOS COM ALGUM GRAU DE DEPENDÊNCIA E AMPLIAR A REDE DE APOIO ÀS FAMÍLIAS CUIDADORAS. REPÓRTER HENRIQUE NASCIMENTO.
O número de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu mais de 50% nos últimos 15 anos, segundo o IBGE. Um deles é o José Bernardo. Ele acorda às seis da manhã todos os dias. Se arruma, toma café e se prepara para mais uma jornada de trabalho. Um detalhe chama a atenção: seu Bernardo tem 107 anos.
Levanto lavo, como diz a minha avó, lavo a cara, o rosto, vou fazer um café, nós tomamos, e fico sentado aqui esperando o horário para o serviço.
Enquanto muitos idosos seguem ativos e independentes, há também quem precise de apoio diário para atividades básicas. Para atender esse público, a Comissão de Direitos Humanos do Senado deve analisar em 2026 um projeto que integra os centros-dia ao Sistema Único de Assistência Social, como defende o autor, senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro.
Infelizmente, muitos idosos acabam sendo abandonados por seus familiares e o Estado não atende adequadamente a esse segmento importante da nossa sociedade.
Os centros-dia oferecem atendimento diurno a idosos com algum grau de dependência, com atividades de convivência, alimentação e acompanhamento socioeducativo, permitindo que eles retornem para casa no fim do dia.
A COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES TERÁ UMA SUBCOMISSÃO PARA ACOMPANHAR A IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO MERCOSUL - UNIÃO EUROPEIA.
O TRATADO SERÁ ASSINADO NESTE SÁBADO, NO PARAGUAI; MAS AINDA PRECISA SER RATIFICADO PELOS PAÍSES MEMBROS DOS DOIS BLOCOS. REPÓRTER MARCELA DINIZ:
Negociado desde 1999, o Acordo Mercosul - União Europeia finalmente será assinado, em Assunção, capital do Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do Mercosul. O tratado prevê a eliminação ou redução gradual de 90% das tarifas de importação e exportação no período de uma década; além do aumento de cotas para produtos como carne, etanol, açúcar e arroz.
O acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e ratificado pelos países membros, o que envolve, no caso do Brasil, a aprovação do Congresso Nacional. O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, anunciou a criação de uma subcomissão para garantir rapidez à ratificação e acompanhar a implementação do tratado:
(sen. Nelsinho Trad) Essa subcomissão vai funcionar para poder acelerar essa tramitação e fazer com que chegue logo, em benefício dos empresários, do agronegócio e da indústria, o tão sonhado e falado Acordo de Livre Comércio Mercosul e União Europeia."
Juntos, Mercosul e União Europeia formam um mercado de 718 milhões de consumidores, com um PIB de mais de US$ 22 trilhões. O acordo entre os dois blocos cria a maior área de livre comércio do mundo.
E O SENADO PODE VOTAR EM 2026 PROJETOS QUE PREVEEM MAIS SEGURANÇA PARA ATLETAS DE BASE DE CLUBES ESPORTIVOS.
PROPOSTAS SOB ANÁLISE QUEREM DEFINIR QUEM FISCALIZA AS ESTRUTURAS UTILIZADAS PELA BASE E EXIGIR DOCUMENTAÇÃO PARA QUE CLUBES POSSAM SER CONSIDERADOS FORMADORES DE ATLETAS. REPÓRTER RODRIGO RESENDE.
A Comissão de Direitos Humanos do Senado pode analisar em 2026 projetos que tratam das categorias de base de clubes esportivos. Um deles, apresentado pela senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, prevê que conselhos tutelares e o Ministério Público do Trabalho serão responsáveis pela fiscalização sobre as instituições desportivas. Outro, do senador Romário, do PL do Rio de Janeiro, exige a apresentação dos alvarás de funcionamento, expedidos pelos órgãos competentes, aos clubes a serem certificados como formadores de atletas, e que, assim, podem negociar o passe dos esportistas. O senador Confúcio Moura, do MDB de Rondônia, destaca que o esporte, muitas vezes, é a uma das poucas oportunidades para ascensão social de jovens brasileiros.
(Confúcio Moura) Quando um clube é sério, quando ele tem gestão, planejamento, base estruturada, nutrição adequada, psicólogos, treinadores competentes, um sistema claro de evolução do menino pobre, aquele que treina no chão batido, aquele que sonha com uma chuteira nova, aquele que dribla com dificuldade desde cedo, encontra uma oportunidade real de mudar o seu próprio destino.
As duas propostas que estão em debate na Comissão de Direitos Humanos e tratam das categorias de base estão sob a relatoria da senadora professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins.
COM TRABALHOS TÉCNICOS DE _ELISEU CAIRES___, O JORNAL DO SENADO FICA POR AQUI. ACOMPANHE, AGORA, AS NOTÍCIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. BOA NOITE. BOA NOITE E ATÉ AMANHÃ.//

