Reportagem Especial

Prevenção do suicídio: é preciso falar. É possível salvar vidas

32:08Prevenção do suicídio: é preciso falar. É possível salvar vidas
1ª parte
16:04
2ª parte
16:04

 

A cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no país. O Brasil ocupa o oitavo lugar em número de mortes desse tipo no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. São 800 mil por ano, uma a cada 45 segundos. As causas são diversas, mas, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, 90% dos casos são preveníveis, por estarem associados a algum tipo de transtorno mental, como a depressão.

Para abordar o tema, a Rádio Senado reapresenta nesta sexta-feira (05/05) a reportagem especial “Prevenção do suicídio: é preciso falar. É possível salvar vidas”, da jornalista Paula Groba. Durante os 30 minutos do programa, que recebeu em abril o prêmio Microfone de Prata na Confederência Nacional dos Bispos do Brasil, você vai saber como identificar atitudes de quem pode estar pensando em acabar com a própria vida, a opinião de especialistas sobre como prevenir este mal e o que tem sido feito pelo governo para evitar as mortes. Vai ainda conhecer o projeto do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) que institui a Semana Nacional de Valorização da Vida, sempre contemplando o 10 de setembro, dia mundial de prevenção.

Hoje, o suicídio mata mais jovens que o HIV, e pessoas entre 15 e 29 anos vêm recorrendo ao ato extremo com maior frequência nos últimos dez anos. O tema ainda carece de debate pela sociedade, que muitas vezes prefere o silêncio ao invés da discussão sobre como prevenir mortes desse tipo.  “Quem está muito deprimido não vê luz no fim do túnel. O que é uma mureta se transforma numa muralha intransponível. Se alguém está nesse estado, deve procurar ajuda de uma pessoa em quem confia. Pode ser um parente, um amigo, um ministro religioso, um profissional de saúde”, explica o psiquiatra Neury Botega, um dos principais pesquisadores do tema no Brasil.

O programa ainda aborda a questão da automutilação, cada vez mais comum entre jovens. Segundo o psicólogo Carlos Henrique Aragão Neto, um jovem que apresenta um comportamento repetitivo de automutilação tem até 20 vezes mais chance de no futuro ter um comportamento suicida. Mas, o que fazer diante dessa realidade? Como prevenir? Especialistas são unânimes que falar sobre o tema e abrir o debate na sociedade é o primeiro e decisivo passo. A prevenção começa em casa com o diálogo e a identificação de possíveis comportamentos de jovens e adultos que estão em sofrimento.

*Esta reportagem foi vencedora no Prêmio Microfone de Prata da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em 2017.

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