Pauta Feminina

Presidente da CCJ critica ofensas de Bolsonaro à jornalista da Folha

02:29Presidente da CCJ critica ofensas de Bolsonaro à jornalista da Folha

Transcrição LOC: A PRESIDENTE DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA CRITICOU AS INSINUAÇÕES DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO DE QUE UMA REPÓRTER TERIA OFERECIDO SEXO EM TROCA DE UMA REPORTAGEM EXCLUSIVA. LOC: A SENADORA LAMENTOU QUE A LEI MARIA DA PENHA NÃO TIPIFIQUE AINDA O CRIME DE IMPORTUNAÇÃO VERBAL E ANUNCIOU A VOTAÇÃO DE PROJETOS RELACIONADOS ÀS MULHERES EM MARÇO. REPÓRTER BRUNO LOURENÇO. (TÉC): 2:26 A afirmação do presidente Jair Bolsonaro foi feita porque um ex-funcionário de empresa de disparo de mensagens por Whatsapp afirmou que a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, que escrevia uma reportagem sobre o assunto, queria sair com ele. Jair Bolsonaro disse, em tom de deboche, que a jornalista queria “dar o furo a qualquer custo”. A piada de duplo sentido repercutiu no Congresso Nacional. Kátia Abreu, senadora do PDT do Tocantins, reclamou dos ataques sofridos pela repórter. (Kátia Abreu): Agora, homem, quando alguém fica com raiva de homem, de jornalista, ninguém fala da moral, ninguém fala da sua vida sexual, ninguém fala das suas coisas íntimas... Por que é que, no caso da mulher, todo mundo se vê no direito de poder ofender as suas questões pessoais, de querer humilhá-la e desonrá-la? (Repórter): A senadora Leila Barros, do PSB do Distrito Federal, foi outra a lamentar as declarações do presidente da República. (Leila Barros): Com as posturas daqueles que deveriam dar o exemplo e são os que realmente estão fazendo o país se separar mais ainda e mais desrespeito ainda com aqueles que realmente merecem respeito no país. (Repórter): A presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Simone Tebet, disse que a Lei Maria da Penha tem sido uma importante aliada contra a violência de gênero. Mas a senadora do MDB de Mato Grosso do Sul alertou que talvez seja preciso avançar mais, inclusive com a tipificação do crime de importunação verbal. (Simone Tebet): Ela dói tanto quanto a dor física porque ela agride a alma da mulher brasileira. E aí com todo respeito não só a quem disse, mas também com todo respeito à sociedade brasileira. Nós não podemos esquecer que é muito triste uma sociedade que agride a alma da mulher. Mas é mais triste ainda essa sociedade que aplaude quem agride a alma da mulher. É triste e é estranha uma sociedade que ri da agressão contra a alma da mulher. (Repórter): Simone Tebet anunciou que a CCJ mais uma vez dará tratamento prioritário, no mês de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a projetos de lei relacionados a direitos e garantias às mulheres. Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), criticou as insinuações do presidente Jair Bolsonaro de que uma repórter teria oferecido sexo em troca de uma reportagem exclusiva. Tebet lamentou que a Lei Maria da Penha não tipifique ainda o “crime de importunação verbal” e anunciou que projetos relacionados às mulheres mais uma vez terão destaque nas votações da CCJ no mês de março. A reportagem é de Bruno Lourenço.

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