Internacional

Mercosul completa 25 anos nesta semana

O Mercosul completou 25 anos nesta semana. O objetivo do bloco é consolidar a integração entre os países, fortalecer os vínculos entre os cidadãos e contribuir para melhorar a qualidade de vida na região. O Tratado de Assunção, que deu origem ao bloco, foi assinado em 26 de março de 1991 e uniu Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2012, teve a primeira ampliação, com o ingresso da Venezuela. As dificuldades do Mercosul em firmar acordos com outros países estão entre as críticas de senadores e especialistas que debateram no Senado os 25 anos do Mercosul. O senador Ricardo Ferraço (PSDB – ES), autor do pedido para o debate na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), citou entre os maiores desafios do bloco a ampliação do comércio. Ele destacou que o Mercosul representa hoje apenas 8,6% do intercâmbio comercial do Brasil no mundo.

01/04/2016, 14h01 - ATUALIZADO EM 01/04/2016, 14h25
Duração de áudio: 02:20
Foto: Reprodução

Transcrição
LOC: O MERCOSUL COMPLETOU 25 ANOS NESTA SEMANA. O OBJETIVO DO BLOCO É CONSOLIDAR A INTEGRAÇÃO ENTRE OS PAÍSES, FORTALECER OS VÍNCULOS ENTRE OS CIDADÃOS E CONTRIBUIR PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA NA REGIÃO. LOC: O TRATADO DE ASSUNÇÃO, QUE DEU ORIGEM AO BLOCO, FOI ASSINADO EM 26 DE MARÇO DE 1991 E UNIU BRASIL, ARGENTINA, PARAGUAI E URUGUAI. EM 2012, TEVE A PRIMEIRA AMPLIAÇÃO, COM O INGRESSO DA VENEZUELA. REPÓRTER NARA FERREIRA. (Repórter) O Tratado de Assunção, marco inicial do Mercosul, estabeleceu entre os principais objetivos a livre circulação de bens e serviços, a adoção de uma política comercial comum, com uma Tarifa Externa Comum, a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais, e a harmonização de legislações. Com a incorporação da Venezuela, em 2012, o Mercosul passou a abranger 70% da população e 80% do PIB da América do Sul. O comércio entre os países membros multiplicou-se mais de 12 vezes em duas décadas. As dificuldades do Mercosul em firmar acordos com outros países estão entre as críticas de senadores e especialistas que debateram no Senado os 25 anos do Mercosul. O senador Ricardo Ferraço, do PSDB do Espírito Santo, autor do pedido para o debate na Comissão de Relações Exteriores, citou entre os maiores desafios do bloco a ampliação do comércio. Ele destacou que o Mercosul representa hoje apenas 8,6% do intercâmbio comercial do Brasil no mundo. (Ricardo Ferraço) A mim fica evidente que o Mercosul não tem futuro se continuar como está. Porque nós não saímos do lugar. O fato é que nesses anos todos o Mercosul não conseguiu se conectar com o mundo. (Repórter) Entre as dificuldades apontadas está a negociação de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Para o presidente da representação brasileira no Parlasul, senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, o acordo como previsto não seria lucrativo para o Brasil. (Roberto Requião) Impossível é a abertura absoluta do nosso comércio para produtos industrializados europeus, quando nem grãos eles querem comprar. É muito difícil esse acordo ser feito (Repórter) O ex-presidente Fernando Collor, senador pelo PTC de Alagoas, sugeriu mudanças para impedir o que chama de isolamento do Brasil no mercado mundial. Para ele, o Mercosul impede que o Brasil firme parcerias bilaterais. Todos os países da América do Sul fazem parte do Mercosul, como Estados Parte ou como Associados. A Bolívia está em processo de adesão desde 2012. E são associados Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname.

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