Audiência pública

Menina com doença rara apela para ministro da Saúde garantir a distribuição de remédio de alto custo

02:56Menina com doença rara apela para ministro da Saúde garantir a distribuição de remédio de alto custo

Transcrição LOC: O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE VAI INVESTIR MAIS NA ATENÇÃO BÁSICA E NAS CAMPANHAS DE VACINAÇÃO PARA DIMINUIR AS FILAS NOS HOSPITAIS E MELHORAR O ATENDIMENTO À POPULAÇÃO. LOC: O ANÚNCIO FOI FEITO NESTA QUARTA-FEIRA PELO MINISTRO DA SAÚDE EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS. LUIZ HENRIQUE MANDETTA TAMBÉM REVELOU QUE QUER LEGALIZAR A SITUAÇÃO DOS MÉDICOS CUBANOS NO BRASIL. SENADORES E UMA PACIENTE COM DOENÇA RARA COBRARAM EMPENHO NA DISTRIBUIÇÃO DO REMÉDIO CONTRA ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL. REPÓRTER GEORGE CARDIM. (Laíssa Poliana) “Precisamos que a medicação seja liberada pelo Sus, porque todos tem direito a viver, não precisamos pagar para viver. E é isto que eu vim aqui pedir para o senhor ministro, se a medicação vai ser liberada para todos e todos terão esperança de viver” (Repórter) O apelo ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi feito pela menina Laíssa Poliana, de 12 anos, que sofre com Atrofia Muscular Espinhal, em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais. Ela pediu a liberação do remédio Spinraza, usado no tratamento da AME, sem a necessidade de brigar na justiça. O ministro da Saúde relatou avanços na política de doenças raras, mas destacou os desafios para atender as decisões judiciais determinando a compra de medicamentos de alto custo. (Luiz Henrique Mandetta) “Essa discussão esse ano vai ser a discussão da Organização Mundial da Saúde. O receio que se tem é que o alto custo do sistema de cobertura universal. Exatamente o conceito de alto custo frente os sistemas universais. O receio que se tem é que este alto custo do atendimento individual acabe por inviabilizar sistemas de cobertura universal” (Repórter) Luiz Henrique Mandetta anunciou as prioridades da pasta, como a ampliação da cobertura vacinal e da atenção primária à saúde para diminuir as filas dos hospitais e melhorar o atendimento à população. Também disse que, em abril, vai propor mudanças no programa Mais Médicos e tentar legalizar a situação de quase dois mil médicos cubanos que ficaram no país. (Luiz Henrique Mandetta) “Estão numa condição de exilados e devem vir junto desta reformulação do programa. Nós devemos ter uma proposta de como estas pessoas possam se reencontrar com a sua profissão, legalizada e poder exercer a sua profissão” (Repórter) Os senadores destacaram os esforços do ministro, mas questionaram alterações na política de saúde mental e defenderam o financiamento das Santas Casas e mais atenção aos pacientes idosos e com doenças raras. O senador Fabiano Contarato, da Rede Sustentabilidade do Espirito Santo, pediu mais investimentos na Saúde. (Fabiano Contarato) “As pessoas estão morrendo, nos hospitais públicos, nos corredores, os médicos se posicionando, lamentavelmente, em condições humana, quem vive e quem morre. Não adianta vir na Constituição Federal e falar que todos têm direito à saúde, é dever do Estado se o Estado viola este direito” (Repórter) O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo, com um orçamento de cerca de 130 bilhões de reais em 2019 e que atende 7 em cada 10 brasileiros.

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que o SUS vai investir mais na atenção básica e nas campanhas de vacinação para diminuir as filas nos hospitais e melhorar o atendimento à população. Senadores cobraram mais investimentos na saúde, questionaram alterações na política de saúde mental e defenderam o financiamento das Santas Casas e mais atenção aos pacientes idosos e com doenças raras. Uma paciente com atrofia muscular espinhal, Laíssa Poliana, de 12 anos, pediu ao ministro a distribuição do remédio usado no combate à doença A reportagem é de George Rodrigues Cardim, da Rádio Senado.

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