CPMI das Fake News

Hans River diz que PT era forte cliente de empresa investigada por crimes digitais nas eleições de 2018

02:34Hans River diz que PT era forte cliente de empresa investigada por crimes digitais nas eleições de 2018

Transcrição LOC: EX-FUNCIONÁRIO DE EMPRESA INVESTIGADA POR CRIMES DIGITAIS EM CAMPANHAS NAS ELEIÇÕES DE 2018 É OUVIDO NA CPMI DAS FAKE NEWS LOC: HANS RIVER DO RIO NASCIMENTO DETALHOU COMO FUNCIONAVA O PROCESSO DE ENVIO MASSIFICADO DE MENSAGENS PELO APLICATIVO WHATSAPP E QUE O PT ERA UM DOS PRINCIPAIS CLIENTES DA EMPRESA. REPORTAGEM DE JOSÉ ODEVEZA. Téc: O ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows, Hans River do Rio Nascimento destacou que existiam números nacionais e internacionais para o envio das mensagens. Mas ele não soube informar para quem os textos eram direcionados. Hans River ressaltou também que a empresa atendia a pequenos negócios, mas o forte eram as campanhas eleitorais, e que um dos principais clientes era o Partido dos Trabalhadores. (Hans River). Parando para se analisar, eu até peço desculpas para um ou outro que não tem na a ver e tudo mais, mas só que a Yacows ela tinha uma forte ligação com o PT e o PT fazia um baita pagamento para a Yacows. (LOC) Mas Hans declarou que não identificou, ao longo do seu tempo de serviço, qualquer disparo de mensagens falsas. (Hans River). Na minha presença enquanto eu estava na empresa não teve disparo denegrindo a imagem de ninguém. Naquele período, nada mais nada menos, quando era campanha política aparecia o número do candidato, o nome do candidato e o zoneamento que ele estava se elegendo. Então não tinha nada fora isso. (LOC) Hans ficou conhecido após abrir um processo trabalhista contra a empresa Yacows, ao qual o jornal Folha de São Paulo teve acesso. A reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello afirma que a Yacows foi contratada pela agência de comunicação que fez a campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Para o senador Humberto Costa do PT do Pernambuco o depoimento está cheio de incongruências e é necessário convocar também a jornalista da Folha para prestar esclarecimentos. (Humberto Costa). As coisas que foram ditas aqui, todas elas vão poder ser checadas. Nós aqui não estamos discutindo a questão meramente do dispara em massa, mas o conteúdo, nós vamos poder saber quem mandou disparar, o que mandou disparar e desde já, já digo ao presidente que depois de nós ouvirmos as empresas, e ouvirmos a jornalista, talvez caiba o retorno da testemunha para nós podermos aqui confrontar com essas outras informações, enfim coisas que foram colocadas. (LOC) O deputado Rui Falcão, do PT de São Paulo acusou, Hans de mentir em seu depoimento. (Rui Falcão). Eu queria pedir para que em seu relatório ficasse muito claro as inconsistências do depoimento do senhor Hans River. Particularmente a mentira de que fez campanha para o Police Neto, falou duas vezes isso, Police Neto não foi candidato em 2018. A sua cumplicidade de dizer que havia práticas criminosas no local aonde trabalhava e hoje procura acoberta-las e desviar o assunto. (LOC): Durante a reunião da CPI, a jornalista Patrícia Campos Mello disse em sua conta no Twitter que irá mostrar as conversas com Hans River e afirmou também que ele mentiu em seu depoimento à Comissão. Sob supervisão de Maurício de Santi, da Radio Senado José Odeveza.

A CPMI das Fake News recebeu Hans River do Rio Nascimento,  ex-funcionário da empresa Yacows, acusada de crimes digitais nas eleições de 2018. Ele contrariou sua primeira entrevista dada a Folha de São Paulo e disse que o PT era um dos principais clientes da empresa. Hans também explicou como funcionava o esquema de envio massivo de mensagens via whatsApp. Deputados e Senadores pediram a convocação da jornalista da Folha de São Paulo para prestar esclarecimentos. Confira reportagem completa de José Odeveza da Rádio Senado.

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